Viajando ao passado da comunicação radiofônica, o Ponto de Encontro dessa quinta-feira, dia 29, contou com a presença de um profissional de rádio de alta relevância para a região: Rogério Colombo Dimas. Apaixonado pelo rádio com uma rica vivência de bastidores, Dimas reviveu desde seu início até os momentos mais marcantes da carreira. “Eu fui contratado para ser rádio escuta. Eu gravava o noticiário da Rádio Gaúcha, Guaíba, num toca-fitas, depois eu tinha que escutar tudo o que eles falaram e redigir na máquina de escrever para o nosso locutor. Era muito ruim. Você tinha que ir ali num cantinho para pegar a frequência, se a antena mexesse um pouquinho, já saía fora do ar”, relembrou o comunicador, falando sobre o primeiro emprego na Rádio Difusora, de Içara.
Um dos pontos de destaque do entrevistado foi a diferença de relacionamento entre a imprensa e os clubes. Segundo ele, havia uma abertura muito maior para os bastidores dos clubes. “Naquela ocasião ali na década de 80 e 90, nós entrávamos no vestiário, entrevistávamos jogador no vestiário antes do treino, na beira do campo você podia chamar quem você quisesse para entrevistar. A gente gravava entrevista para a semana inteira numa tarde só. Pegava várias falas. Hoje é bem complicado, o jogador só fala normalmente em entrevistas coletivas através da assessoria de imprensa do clube”, comparou Dimas. Ouça mais:
Parte 01
Parte 02
Um dos relatos impactantes da entrevista foi justamente sobre a logística imposta pelas viagens para acompanhar o Criciúma. Percursos longos, feitos de carro e com um aditivo perigoso: transportando gasolina. “Nós somos sobreviventes da BR-101, porque a gente viajava quando ainda não tinha duplicação. Pegamos também aquela época em que os postos de combustíveis não abriam no final de semana. Você tinha que viajar com dois galões de gasolina no porta-malas do carro. Você viajava em três num Fiat 147. Era uma bomba aquilo, se bate o carro, explode tudo”, contou o jornalista.
Além de muitas outras histórias, como a do rádio do seu pai que acessava várias rádios ou as informações em primeira mão quando passava o dia no estádio, Dimas se declara feliz e aponta, de maneira positiva, uma dificuldade em deixar de lado o trabalho no rádio. “Eu sou feliz, sim. Isso aqui é uma cachaça. Quem trabalha sabe que é isso. Não se ganha muito dinheiro, é verdade, mas a gente se apaixona pelo rádio. Essa é uma grande verdade”, disse ele. Com 44 anos dedicados à comunicação, tendo iniciado sua trajetória nos microfones em 1982, o radialista atualmente compõe a equipe da Massa FM, onde comanda a cobertura esportiva e a atualização de conteúdos digitais.
Confira a entrevista em vídeo:





































