Na mesma semana em que o jornalismo esportivo perdeu um grande ícone, o gaúcho Guerrinha, a Rádio Marconi recebeu um dos nomes mais respeitados do ramo em solo catarinense. Márcio Cardoso, natural do Rio Grande do Sul e criado em Santa Catarina, relembrou sua trajetória na comunicação, falando sobre referências, histórias e momentos mais marcantes. “Eu já perdi a notícia, já perdi a informação em primeira mão, mas não perdi o crédito. Quando eu não tinha certeza de uma informação, eu não levava essa informação para o ar. Aprendi com o Clésio Búrigo, com o João Sônego, com o Doscil Amboni, com o Milioli Neto, e aprendi com o meu pai para nunca levar uma informação falsa ao ar, porque estaria enganando o meu ouvinte”, refletiu o jornalista, citando alguns mestres que participaram do início da jornada profissional.

Um dos momentos mais significativos da vida de Márcio, segundo ele mesmo, foi uma surpresa promovida pelo Criciúma, clube ao qual Márcio dedicou mais de 40 anos. A sala de imprensa do “Tigre” carrega o nome dele, desde 2025. “Foi a maior homenagem que eu recebi na minha vida até hoje, porque sou uma pessoa simples, de família simples. Eu não tive indicação de ninguém. Foi um reconhecimento pelos 44 anos que eu cobri o clube. O Criciúma mora no meu coração e no coração da minha família. Eu nunca vou esquecer 26 de novembro de 2025”, recordou. Ouça a entrevista completa realizada no Ponto de Encontro:

 

Muito identificado com a equipe do Sul catarinense, a memória do título da Copa do Brasil de 1991 do Criciúma segue viva na mente do comunicador. “No campo, estava fazendo a final no campo pela Rádio Eldorado, Mário Lima narrando, Milioli Neto comentando. Fiz os dois jogos da decisão da Copa do Brasil. Lá em Porto Alegre, no Estádio Olímpico, 1 a 1, gol do Vilmar de cabeça, e fiz o 0 a 0 da conquista em Criciúma, no dia 2 de maio. O Vilmar entrou para a história do Criciúma com aquele gol que ele fez de cabeça, gol do título”, rememorou Márcio.

Pertencente à equipe da Rádio Eldorado durante quase 28 anos, Márcio Cardoso faz um balanço sobre o momento atual e resume o seu legado na comunicação. “Agora eu não viajo mais. A empresa me deu esse presente, o Grupo Salvaro, a Sandra. É um prêmio, a quem eu agradeço muito. Então eu continuo no futebol, mas eu faço jogos só no Estádio Heriberto Hülse”, agradeceu.  “Eu tenho muita gratidão à rádio, à televisão, ao futebol. Só fiz amigos, graças a Deus. Nunca tive problema com ninguém. Vou levar isso para sempre, com muita felicidade na minha vida”, comentou o setorista.

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