Uma vida dedicada ao esporte, ao trabalho e ao voluntariado. Assim pode ser resumida a trajetória de Violmar Favro, morador do bairro De Villa, em Urussanga, que há décadas constrói sua história tendo como pilares a comunidade, a família e o amor pelo futebol. Nascido em julho de 1958, Violmar cresceu em uma época em que as brincadeiras aconteciam nas ruas e nos campos de futebol. “Já com 8, 9 anos, a gente já andava por tudo. A gente não tinha celular na época e nós tínhamos que ir em busca de opções. A diversão era correr para cima e para baixo”, falou. Segundo Violmar, após as aulas, era comum que a vizinhança se juntasse para jogar futebol até o anoitecer. “Campo ruim, que Deus o livre, lodo, mas a gente ia pra lá e já começava a brincar e a gente tinha muitos amigos. Era um bairro pequeno que todo mundo se conhecia”, relembrou.

As brincadeiras também ocorriam aos finais de semana, principalmente aos domingos. Conforme Violmar, os encontros eram realizados após as missas. “O domingo era o dia inteiro, primeiro a missa, a missa primeiro e, depois, então, a gente se divertia correndo para tudo quanto era lado. Era a nossa diversão no momento”, comentou. Em entrevista ao programa Ponto de Encontro, Violmar Favro lembrou sua história de vida e sua relação com o bairro De Villa, o clube, futebol e as atividades sociais. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Foi justamente no campo do Clube Atlético De Villa que uma das maiores paixões da vida de Violmar se fortaleceu. Aos 16 anos, já integrava o time principal da equipe e disputava campeonatos regionais. Posteriormente, também atuou em competições da Liga Atlética da Região Mineira (Larm) e em campeonatos de municípios vizinhos. Para Favro, o futebol sempre representou muito mais do que resultados dentro das quatro linhas. “No futebol eu só tenho alegria, porque o futebol é uma coisa que eu adoro, que eu gosto”, comentou. A sede do clube conta com várias fotos e, na maioria delas, Favro está presente. “A Rita dizia sempre, a minha esposa, que o que eu não estava, eu dava um jeitinho de colocar, porque às vezes eu estava tirando a rede ou alguma coisa e bateu a foto. Aí eu fazia uma montagem para poder aparecer eu no cantinho”, brincou.

Após encerrar precocemente a carreira como jogador por conta de uma lesão no joelho, assumiu a função de treinador, conquistando diversos títulos municipais. Segundo Violmar, o trabalho com as categorias de base sempre teve um papel importante na formação de jovens atletas e cidadãos. “A criança que joga futebol, a criança que se entretém nisso, com certeza dá um ser humano diferenciado. E a gente fazia esse trabalho no De Villa”, pontuou. “O maior prazer do jogador aqui da região era jogar no De Villa, porque o time era organizado, tinha uma boa diretoria, lá tinha as pessoas que sempre estão lá ainda até hoje, que sempre deram tudo pelo De Villa”, disse.

Além do futebol, Violmar participou e ainda integra outras iniciativas no bairro. Uma delas é no Conselho de Assuntos Econômicos Paroquial (Caep) da igreja. “Ali nós fizemos duas igrejas. Fizemos uma em 1966, por aí, eu tinha uns 8 anos, participei como servente de pedreiro, o pai botava nós lá carregar tijolo lá para ajudar o pedreiro”, recordou. “Depois se passou muitos anos, em 1993, nós formamos um outro Caep lá na época”, comentou. “Aí nós fomos desmanchar aquela primeira igrejinha para fazer uma outra. Essa história bonita que nós subimos em cima do telhado para jogar a telha para baixo para começar a desmontar, a desmanchar a igreja”, falou. “Nós construímos aquela igreja ali com muita dificuldade, mas eu sempre falo uma coisa: que construir um tempo de Deus, que é uma igreja, uma coisa sagrada, Deus ajuda muito, tudo dá certo”, observou.

Confira a entrevista também em vídeo: