Embora esteja presente no Brasil inteiro, a produção de pitaya tem ganhado cada vez mais espaço em Santa Catarina, especialmente na região Sul do estado. De acordo com o engenheiro agrônomo Eusébio Pasini Tonetto, líder do Programa de Fruticultura da Epagri no Sul, durante muito tempo a pitaya foi vendida como ornamental. “Ali em Turvo tinha algumas famílias que eles tinham essa coleção de pitayas, foram investindo e tal, e se desafiaram em ter ela como uma atividade econômica. Então ampliaram, investiram por conta própria e foi dando certo. Eles foram achando a cultura interessante e começaram também a produzir mudas. Então tinha oferta de muda, tinha informação, conhecimento, via que dava certo e, com a união, através de cooperativas, de empresas que estão ali no território, começaram a auxiliar na comercialização e também fazer o incentivo”, comentou o engenheiro, acrescentado que a produção de pitaya na região Sul do estado surgiu como uma alternativa de renda na pequena propriedade rural, principalmente nas famílias que produziam o fumo. “Já tem a sua atividade principal e ela entra diversificando e incrementando a renda em outros períodos do ano”, disse.
Conforme Eusébio, Santa Catarina é o segundo maior estado produtor de pitaya no Brasil. O especialista contou que a fruta tem características consideradas interessantes. “Ela se trata de uma cactácea, então ela é mais rústica, ela não tem um uso muito intensivo de fertilizantes, de agrotóxicos, apesar de que a gente já tem trabalhos que, tu incrementando com uma boa fertilização, um bom manejo de fertilidade do solo e tal, tu acaba incrementando a produtividade. Mas, de modo geral, tu consegue produzir ela de forma orgânica”, destacou. “Muitos agricultores começaram a cultivar e, lá no começo, lá no início, devido à escassez de produtores, à escassez da fruta, o valor pago ao produtor era muito alto. Então isso também incentivou”, avaliou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com o engenheiro Eusébio no programa Ponto de Encontro. Ouça:
No geral, segundo o engenheiro, os produtores de pitaya estão satisfeitos com o mercado. “Acham que é uma cultura boa de trabalhar”, falou. “Mas sempre tem aquela choradinha. Uns acham que o preço podia estar melhor”, pontuou. O engenheiro alertou que, antes de ingressar na produção de uma nova cultura, o agricultor deve avaliar pontos importantes. “Vai visitar um produtor que está na atividade, vai conversar com ele como é que está e trabalhe sempre com uma média de preço mais baixo”, ressaltou. “Se tu ver que vale a pena, que dá certo, aí procura a Epagri, que aí nós temos políticas públicas do Governo do Estado, Governo Federal, com juros zero, então tu vai pagar aí em cinco anos, muitas vezes sem juros”, disse, complementando que a Epagri também oferece cursos de capacitação para públicos como jovens e mulheres.






































