Seja em casa ou na indústria, ter uma boa qualidade de energia elétrica envolve o trabalho de várias pessoas. Existem diversos profissionais que atuam na área há anos e que acompanham, dia a dia, a evolução da energia elétrica. A Cooperativa Energética Cocal do Sul (Coopercocal) também possui eletricistas especialistas que veem as mudanças todos os dias. Elwis Alexandre Machado é encarregado de linha viva e está há 22 anos na cooperativa; Sebastião Rodrigues de Rezende, o Tião, é o encarregado geral de campo há 10 anos na Coopercocal; Cleiton Durante também é eletricista de linha viva há 16 anos; e Altair Lorival de Melo, o Belha, hoje é o presidente da cooperativa após atuar mais de 28 anos como eletricista e encarregado geral de campo antes de se aposentar. Pensando em destacar mais sobre a profissão e as mudanças ao longo dos anos, o programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com os colaboradores da Coopercocal. Ouça na íntegra:
A linha viva é um procedimento no qual os eletricistas realizam a manutenção de uma rede energizada sem a necessidade de interromper o fornecimento de energia elétrica. Tião, que é natural de Nova Veneza, em Goiás, é formado em eletricista de linha viva há 28 anos e afirmou que adora trabalhar com essa especialidade. “Os meninos que trabalham sabem como a gente se apega”, disse, acrescentando que se mudou para Santa Catarina por volta de 2003. “A gente veio e, naquela época, não tinha caminhão de linha viva, era um projeto de montar”, relembrou. Para os eletricistas, nem todo profissional que atua com linha morta, no qual é preciso interromper o fornecimento de energia, consegue dominar a técnica de linha viva. “Você trabalha com uma potência de 13.800 e uma carga, às vezes tu chega a pegar de 200, 300 amperes em uma rede, se tu chegar a ter um erro ali, o fogo é gigantesco. Então são vidas que estão em jogo e a gente ali taca a cara no fogo”, comentou Tião.
Elwis atua há 22 anos na coopercocal, mas sua trajetória no ramo iniciou antes. Isso porque o profissional atuava como eletricista predial em uma construtora de Criciúma. No início de 2004, Elwis foi convidado para ingressar na cooperativa, onde está até hoje como encarregado da equipe de linha viva. “É utilizado mais a criatividade na hora do serviço, porque nenhum serviço é igual ao outro. Parou o caminhão de forma diferente, já é outro serviço, mesmo sendo o mesmo trabalho, mas já muda todo o processo. Então é usado bastante a criatividade para desenrolar o serviço”, contou. Cleiton iniciou a sua trajetória na coopercocal como auxiliar de eletricista. Após a aquisição do caminhão de linha viva, o profissional passou a fazer parte da equipe especializada, no qual está há 10 anos.
Presidente há mais de 12 anos, a trajetória de Belha iniciou em outro ramo. Isso porque, 40 anos atrás, Belha atuava como mecânico em cerâmicas. Foi em 1987 que Belha ingressou na equipe da cooperativa como auxiliar. Em entrevista, o presidente relembrou como era o trabalho na época. “Rebentava tudo as mãos porque não tinha EPI (Equipamento de Proteção Individual), não tinha nada, era tudo precário. As redes era tudo no meio do mato, por quê? Para encurtar distância, economizava fio, economizava poste e aí depois era um Deus nos acuda, em época de temporal era árvore em cima, era uma coisa ou outra, era tudo fio de cobre, arrebentava, olha, era um transtorno”, comentou, acrescentando que, além disso, a qualidade da energia também era ruim. Atualmente, no caso da Coopercocal, a cooperativa cresceu muito e já possui novos planos para o futuro, como a construção de uma usina fotovoltaica para a geração de energia elétrica. “Isso é o futuro das distribuidoras, das cooperativas menores”, afirmou Belha.



































