Iniciada em todo o Brasil no ano passado, a imunização contra a dengue chegou na Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). De acordo com a gerente da vigilância em Urussanga, Ednea Acácio, o foco inicial foi vacinar as pessoas de municípios com maiores riscos da doença. Agora, as cidades da região irão começar a vacinar os grupos prioritários. Em Urussanga, a vacina estará disponível para adolescentes de 10 a 14 anos a partir de segunda-feira, dia 2 de fevereiro. Segundo a gerente, o imunizante estará disponível nas cinco unidades cadastradas: a do Centro e a do bairro Santana, a partir do dia 2; a do Rio América e Bom Jesus a partir do dia 4; e na unidade do bairro Nova Itália a partir do dia 10 de fevereiro. No caso dos adolescentes, o imunizante aplicado terá duas doses, sendo que há um intervalo de três meses entre elas. “A vacina está aí e tem 80% de eficácia. Não é a vacina que vai excluir a dengue, é a limpeza. A vacina está aí, ela é contra quatro sorotipos da dengue, não significa que você não possa pegar dengue”, comentou Ednea, acrescentando que o imunizante minimiza os sintomas da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como outras vacinas que protegem contra outras doenças.

Em entrevista, Ednea destacou que o imunizante, após a segunda dose, age no organismo durante uma média de 54 meses, ou seja, quatro anos e meio. Ainda conforme a gerente da vigilância, os municípios da região deverão receber, nos próximos meses, outra vacina contra a dengue destinada para as pessoas de 15 a 59 anos de idade. Esse vacina deverá ser de dose única. Além da vacinação, o agente do setor de endemias de Urussanga, Vanderlei Figueredo Tavares, destacou a importância das ações preventivas para o combate do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, da dengue. Segundo Vanderlei, embora Urussanga não tenha registrado nenhum foco do mosquito desde o ano passado, é importante que as pessoas fiquem atentas, já que há registros de focos na região, como em Morro da Fumaça, Orleans e Içara. “Chega os meses sazonais, como agora, dezembro, janeiro, fevereiro, até o fim de março, abril, é um momento de muita chuva, muito calor, então a proliferação se torna mais complicada”, comentou. O assunto foi abordado em entrevista, entenda mais:

 

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