O Ministério Público de Santa Catarina concluiu o inquérito que apurou o suposto caso de fura-fila da saúde em Urussanga e decidiu entrar com uma Ação Civil Pública contra três envolvidos, levando o caso à Justiça. A investigação resultou ainda no arquivamento da apuração em relação ao médico Alexandre Régio Gomes (doutor Kaleb).

O caso, que vem sendo discutido em Urussanga desde fevereiro de 2025, envolve um possível fura-fila em atendimentos oftalmológicos de urgência através do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa situação teria prejudicado outros pacientes que estavam na espera por atendimento.

Ao concluir o inquérito, o Ministério Público apontou que houve favorecimento indevido envolvendo Altemar Nowaski, Luan Francisco Varnier e Rafaela Belina. Já no caso do médico Alexandre Régio Gomes, a análise foi diferente. O MP entendeu que não houve irregularidade na conduta do profissional. Segundo a investigação, a atuação dele foi técnica e preventiva, baseada em registros clínicos já existentes e informações fornecidas pela coordenação da Atenção Primária à Saúde.

Além disso, o inquérito revelou que o médico não tinha acesso a informações sobre atendimentos anteriores do paciente nem ao sistema de regulação, o que descarta qualquer tentativa de beneficiar alguém de forma indevida.

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A conclusão do MP ocorre após o encerramento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela prefeitura. Na ocasião, o PAD acabou arquivando as acusações contra o então secretário de Saúde, Luan Varnier, contra o médico e outros servidores, sugerindo penalidade apenas à ex-servidora Rafaela Belina.

O inquérito foi feito pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Urussanga e assinado pelo promotor Joel Zanelato.