Um leão-baio, também conhecido como onça parda ou puma, foi avistado em uma propriedade do interior de Urussanga. O registro foi feito por moradores e viralizou nos aplicativos de mensagens. O caso ocorreu na região da comunidade de Rio Caeté, mas também há registros no Rio Perso, em Cocal do Sul, limite dos dois municípios. De acordo com a coordenadora do Instituto Felinos do Aguai, a bióloga Micheli Ribeiro Luiz, o nome científico da espécie é Puma concolor. “Ele é o segundo maior felino das Américas, o primeiro é a nossa onça-pintada, que infelizmente não temos mais aqui a ocorrência no estado de Santa Catarina, se tornou praticamente extinta e hoje o seu sucessor é popularmente conhecido como onça parda”, disse a especialista, acrescentando que, na região Sul catarinense, o animal é mais chamado como leão-baio.
Segundo Micheli, espécies como o leão-baio precisam de áreas preservadas, ou seja, na região, estão mais distribuídas na encosta da serra. A bióloga ainda contou que o animal se encontra desde o Oeste do Canadá até o Extremo Sul do continente Sul Americano. “Então ele vaga muito, ele anda muito e provavelmente essa ocorrência pontual que ocorreu aqui na região, nessa localidade em específico, ele estava com certeza atravessando algum território, algum corredor ecológico porque a gente sabe que a região ainda é bastante privilegiada com esses remanescentes florestais”, explicou. A bióloga ainda comentou sobre a maior preocupação das pessoas, que é se o leão-baio ataca seres humanos. “Essa espécie não tem essa característica de ataque a seres humanos, os animais se alimentam exclusivamente de uma dieta de ambiente natural como, por exemplo, tatu, capivara e veados”, falou.
A especialista afirmou que esses animais se aproximam de propriedades rurais em busca de alimentos. “Fica também algumas dicas de manejo com esses animais de criação, recolher eles nos horários de final de tarde, não deixar muito afastados da casa, próximo aos remanescentes florestais, ter uma cerca elétrica, um sensor de movimento para evitar esse tipo de conflito”, disse. “Fica a mensagem principal que a população não precisa ficar aflita com ataques a seres humanos, isso não é uma característica. Nós, nesses 20 anos, nunca tivemos aqui uma ocorrência dessa ordem”, falou. “Ele é furtivo, ele tem medo de nós”, salientou. Ouça mais detalhes sobre o assunto:
Micheli ainda orientou sobre como agir ao avistar um leão-baio. Segundo a bióloga, a pessoa deve levantar os braços, mostrando que é maior que o animal. Além disso, é orientado não olhar nos olhos do leão-baio, não virar as costas e não correr. Se estiver em um grupo de pessoas, a recomendação é se aglomerar. “A tendência é que ele realmente sai e se afaste”, afirmou. “É importante também que as pessoas entendam de manter essa espécie no ambiente porque ela tem um papel ecológico fundamental, ela tem um controle de populações subsequentes nessa cadeira alimentar, mantendo o equilíbrio desse ecossistema”, comentou. Confira também uma fala do biólogo Alexandre Bianco sobre o animal:





































