Para discutir a possibilidade da construção de uma praça ou rua coberta em Urussanga, uma audiência pública aconteceu na Câmara de Vereadores. O encontro teve início às 19 horas nesta quarta-feira, dia 11, e foi aberto à população. A audiência foi proposta pela vereadora Teresinha Zanatta (PSD), a Teba. Em entrevista concedida nessa terça, dia 10, a vereadora explicou que o encontro tem o objetivo de entender mais a opinião das entidades culturais e dos próprios moradores sobre o tema (LEIA MAIS AQUI).

A Rádio Marconi acompanhou, em áudio e em vídeo, a audiência. Confira:

Confira um resumo:

  • “Nós já temos algumas coisas que estão sendo encaminhadas através da gestão municipal. Esse debate vem, eu diria assim, somar algumas possibilidades. Mas a gente deve se pautar, principalmente no que a própria legislação determina, e eu, como gestora, devo seguir exatamente isso”, comentou a prefeita Stela Talamini (MDB), presente na audiência, em entrevista para a Rádio Marconi.
  • Na audiência, a prefeita Stela é a primeira a fazer o uso da palavra. Em sua fala, a prefeita destaca a necessidade de um olhar especial no Turismo da cidade. “Urussanga não precisa inventar nada, Urussanga já tem muita coisa para oferecer, só precisamos melhorar e impulsionar. Uma delas é o nosso centro histórico. O nosso centro histórico tem um conjunto arquitetônico tombado pelo patrimônio histórico que é o maior de Santa Catarina. Então, isso é um privilégio”, comenta. “Pensando nessa potencialidade para atender o Turismo, já desde o começo dessa gestão, nós começamos a trabalhar como fazer, como organizar, como conduzir esse processo de revitalização da praça, esse processo de conservação do patrimônio histórico. E para isso, nós fizemos no mês de março, um fórum de educação patrimonial, que teve a duração de três dias, com a participação de diferentes técnicos que puderam nos orientar, que puderam, através da legislação, dizer o que cabe, o que é possível dentro desse nosso patrimônio, desse nosso centro histórico”, acrescenta.
  • Representantes do corpo técnico do Departamento de Planejamento (Deplan) fazem explicação sobre o centro histórico de Urussanga. “Ele é tombado por lei, então é um fato que traz um valor histórico, cultural e simbólico enorme para a nossa cidade e também destaca a importância do cuidado em qualquer alteração que a gente for fazer nela. Tudo deve ser passado por grandes estudos e também, principalmente, pela aprovação dos órgãos competentes”, explica a arquiteta e analista de projetos, Paola Alessandra. “A praça Anita Garibaldi faz parte do centro histórico e ela conta com 18 imóveis tombados ao redor dela. Mais uma vez destacando a importância histórica disso e de a gente preservar a história de Urussanga”, mencionou. Técnicas apresentam pesquisa da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), realizada em 2017, sobre o centro histórico.
  • A autora da proposta de fazer a audiência, vereadora Teba, faz uso da palavra. A vereadora lê um parecer em nome da Câmara de Vereadores, representando o Legislativo.
  • A presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Urussanga, Marielle Bonetti, faz o uso da palavra. Marielle destaca dois importantes pontos que o conselho leva em consideração na sua atuação. “Uma delas é ‘garantir a cidadania cultural como direito de acesso e fruição dos bens culturais de produção cultural, de preservação das memórias histórica, social, política, artística, paisagística e ambiental’. E a outra é ‘defender o patrimônio cultural e artístico do município, incentivar a sua difusão e proteção’. Então, dentro desse escopo que o conselho vai sempre atuar. Manifestar que, no tema em questão, sobre praça ou rua, construção de uma praça ou de uma rua coberta, o conselho em si ele não é a favor e nem contra a construção de praça ou de rua coberta. Até porque, até o presente momento, nenhum projeto ou plano foi apresentado para este conselho, seja pela gestão atual, seja pela gestão anterior ou mesmo por qualquer outra entidade, até o momento não apresentou nenhum plano ou projeto para avaliação desse conselho”, diz. A presidente destaca que o projeto deve estar de acordo com a legislação, preservando o centro histórico.
  • Leonardo Felippe, presidente da CDL, faz o uso da palavra. O presidente lê uma carta em nome da diretoria da CDL. “A história precisa ser preservada, sim, mas ela também pode conviver com a evolução. O que nós, diretoria da CDL, estamos propondo e defendendo é a realização de um sonho antigo, um sonho dos comerciantes, a possibilidade de uma rua ou a praça coberta. Essa proposta não nasce no confronto com o passado, mas do desejo de melhorar o presente e o futuro. Ao longo dos anos, muitos eventos deixaram de acontecer ou não tiveram o impacto desejado simplesmente por falta de uma estrutura adequada. Sabemos que, com uma cobertura, poderíamos realizar eventos com mais qualidade, atrair mais pessoas, aquecer a economia e fortalecer o comércio e, consequentemente, aumentar a arrecadação de impostos para o município. A CDL entende que temos um belo parque e reconhecemos a sua importância, mas os comerciantes sentem falta de uma estrutura próxima à praça, um local central, acessível, que favoreça também os pequenos negócios, o turismo, especialmente, a gastronomia, que vem ganhando cada vez mais espaço na nossa cidade. E também é um desejo forte da comissão de gastronomia, que participa ativamente das feiras e exposições, gerando emprego, renda e movimentando toda cadeia produtiva”, diz trechos da carta.
  • O vice-presidente da CDL, Matheus Cardoso, também fala sobre o assunto. “Hoje a gente tem uma praça que é maravilhosa. Nossa sociedade, nossos habitantes daqui de Urussanga são pessoas boas, pessoas acolhedoras. Então, realmente nós temos uma parte cultural muito forte, porém, infelizmente, estamos pecando em algumas questões. Hoje, a pauta principal da conversa, é a praça ou a rua coberta, na parte dos lojistas, é muito importante, então a gente tem, nos dias de chuva, a impossibilidade de fazer os eventos, a gente também tem essa parte do comércio que, infelizmente, acaba afetando, e também trazer outras pautas. Por exemplo, o banheiro público, que é muito importante, e também a revitalização da praça. Nós temos uma parte cultural muito bonita, mas que não tem atenção há muito tempo”, comenta.
  • Ana Paula Zapellini, vice-presidente da Associação do Circuito Turístico La Benedetta de Urussanga, também faz sua fala. A vice-presidente conta sobre o surgimento da entidade, que é recente. “Entendemos que, nas festas, em especial na praça, os envolvidos precisam de um lugar que fuja do mau tempo. A gente entende que é necessário, a gente compreende que é necessário. Também temos, nesse grupo de pessoas, pessoas ativas na CDL, que trabalham junto com o Leonardo, na comissão de gastronomia, que estão muito envolvidos nas festas da praça e estão trabalhando em conjunto, pensando em uma vila gastronômica, porque realmente temos uma diferença na nossa gastronomia e a gente pode utilizar isso como um produto turístico”, salienta. “Porém, volto a falar, que somos empreendedores e muitos de vocês estão no mesmo barco, não dá para fazer nada sem planejamento, não dá para fazer nada sem um projeto executivo, aonde a gente tenha um escopo bem definido, aonde a gente consiga colocar os recursos financeiros, humanos, materiais, em consonância com os objetivos, com o propósito do que a gente vai fazer”, acrescenta. “A associação quer estar junto na construção desse projeto”, destaca.
  • O presidente do Legislativo, vereador Ademir Bonomi (MDB), o Datcho, também fala na audiência. O parlamentar afirma ser a favor de uma praça ou rua coberta. “Eu não vou ficar em cima do muro porque quando a gente vem aqui no sábado ou domingo, eu sou lá do Rio América, a gente vem aqui, vai pagar as continhas, já tem que subir, tem que voltar. Se tiver uma pracinha, com uma bandinha, com um showzinho, a gente fica ali, a mulher fica fazendo compra e para mim isso aí é muito importante”, comenta.
  • O vereador Archangelo De Noni (MDB), o Caio, também afirma ser a favor de um projeto. “Sobre turismo, eu sempre falei aqui nessa câmara que o turista tem que vir e tem que ter algumas coisas para ele olhar. Então, essa área coberta ali já poderia funcionar muito bem uma lanchonete, um restaurante, sábado e domingo, que não tem nada aberto, é muito bom para o turista”, comenta. “Eu acho muito válida essa construção, se sair. Agora tem que planejar bem”, acrescenta.
  • Ivan Vieira (PL) também optou por falar durante a audiência. O parlamentar destaca o charme que a praça Anita Garibaldi possui e que, com um espaço coberto, esse charme seria tirado. “Vem de encontro também com esse estudo para arborizar, para fazer um projeto bonito de arborização na nossa praça. Ela já é bela, se a gente fizer um trabalho em cima disso vai ficar muito mais bela ainda e também vai atrair os turistas, como já atrai”, afirma. “Eu sou defensor, eu penso em fechar a rua em frente a galeria, não sei se isso é cabível, não sei se a lei permite isso por causa da legislação, mas eu sou defensor dessa tese de fechar a rua ali”, menciona. O vereador ainda fala sobre a possibilidade de fazer banheiros públicos no espaço onde funcionava a biblioteca pública.
  • Izolete Duarte Vieira (PP) também comenta sobre o assunto. “Tem muitos critérios em fazer uma rua coberta ou uma praça coberta. Existe, e a gente tem que seguir, com certeza. É importante? É importante, a gente fala sobre esse assunto há anos. Banheiro é importante? É, mas tem que ter cuidado em fazer um banheiro. Vai ter alguém? Vai ter um funcionário para cuidar desse banheiro?”, questiona. “Minha opinião de praça coberta ou rua coberta. Eu tenho vários grupos, eu coloquei nos grupos para ter uma noção, não só de vocês que estão aqui hoje, mas também de várias pessoas que não conseguiram vir. Então, perguntei o que seria mais interessante, uma praça coberta, uma rua coberta ou não fazer, utilizar o parque municipal. Eu achei interessante porque várias pessoas me deram retorno, colocaram e o que mais saiu foi uma rua coberta”, diz.
  • Zé Bis (PP) fala do assunto. “Eu acho que a praça coberta é muito boa. Acredito que vai movimentar bem mais o comércio, as pessoas vão se sentir bem ali. Eu sinto que o comércio que está distante da praça coberta deve perder um pouco de movimento e das pessoas que gostam de comprar. Mas também eu acho que a gente pensando bem, de manhã, vai no evento com sol e à tarde começa a chover, aí todo mundo tem que sair daquele local. Então, para mim, estando coberta, o pessoal fica ali”, fala. O vereador ainda diz que o banheiro público é importante também para o projeto.
  • Meri Mafra (PL) também quis fazer uso da palavra. “A praça está pronta, não precisa fazer nada, está tudo certo, está ótima. Não sou contra a rua coberta, mas a praça eu não acho uma boa ideia, certo? Outra coisa, o banheiro também as pessoas que me procuraram estão perguntando: vão fazer banheiro ou não vão fazer? Eu acredito que sim”, pontua. “Eu sou a favor da rua coberta, e do banheiro também”, fala.
  • Agora, os munícipes que se inscreveram na audiência podem fazer o uso da palavra.
  • O primeiro a falar é o representante da Comissão de Eventos da praça, Ivan Damiani. “A gente como cervejaria já participa dos eventos na praça desde 2017, então já se passaram alguns anos. A gente fica muito triste quando a gente programa um evento, contrata uma banda e está tudo preparado para a gente chegar lá, montar as estruturas para começar a atender o pessoal e começa a chover. O pessoal vai na nossa tenda na chuva, que, às vezes, até o pessoal não está preparado para a chuva, vai fazer umas voltas, quer comer alguma coisa, quer tomar uma bebida. Então, a gente se depara com o pessoal chegando na nossa tenda, chovendo, a gente tem que atender esse pessoal na chuva, porque o nosso espaço é coberto para a nossa operação, mas o nosso cliente não tem um espaço coberto”, comenta. “A gente fica muito triste com esse tipo de atendimento ao cliente, porque queira ou não, a gente precisa de um certo tipo de conforto, uma cadeira, uma mesa, para sentar, para poder comer com a sua família e tudo mais. Em relação a nossa opinião em parte de praça ou rua coberta, a gente fica muito mais favorável a uma praça coberta, devido a nossa operação, a gente está ali trabalhando, a gente conhece e a gente vê que uma praça coberta seria muito mais aplicável porque tudo se concentra na praça”, complementa.
  • Alcides Júnior também fala sua opinião sobre. “Urussanga é uma cidade muito rica, rica culturalmente, rica em tradições, tem um potencial turístico enorme, que tem que ser muito bem explorado isso, venho aqui falar isso. A nossa praça é localizada no coração da cidade, é um ponto natural de encontro de todos aqui, todos aqui frequentamos a praça. É um cenário de festas, de feiras, manifestações culturais, momentos em família. No entanto, na minha visão, carece de uma estrutura que permita a sua utilização plena para que seja usada todos os dias do ano, independentemente da condição climática”, pontua. “A instalação de uma estrutura coberta na rua ou na praça que seja, não é apenas uma obra física, não é isso. O que é? É um investimento inteligente de infraestrutura, cultural, no turismo e, principalmente, no desenvolvimento econômico”, complementa. “Precisamos da praça para aumentar o consumo e a arrecadação de Urussanga. O projeto da praça de baixo do braço, o projeto da fundação e as leis de baixo do outro, e olharmos para frente. É isso que precisamos em Urussanga, vamos evoluir, vamos para frente”, fala ainda.
  • Tiago Teixeira, arquiteto e urbanista da cidade, também fala sua opinião. “Na minha visão não é o que vai ser feito, se seja a praça ou se for a rua coberta, mas como ela vai ser feita e, principalmente, o uso que ela vai ser tomada. Os exemplos que foram citados ali, que a gente bem conhece, Gramado eu acho que é a pioneira disso que foi referência para outras cidades, ele está mais voltado para gastronomia, o que não é o perfil da nossa praça. Mas, que se esse projeto vir de encontro para agregar esse meio, eu acho que ele é muito válido. Agora, por que o uso é importante? Porque se for para algo sazonal, só para proteger da chuva, eu acredito que esse projeto talvez seja um pouco obsoleto no uso cotidiano. Ele tem que ser algo que seja usado todo dia”, avalia. “Eu acho que um concurso público de ideias seria a melhor ideia, mas de profissionais, eu acho que a gente tem que ter uma responsabilidade grande em cima disso”, acrescenta.
  • O ex-prefeito de Urussanga, Johnny Filippe, também comenta sobre o tema na audiência. “A nossa praça é linda, a nossa cidade é linda, sou apaixonado por Urussanga, pela cultura, pela história, eu sou apaixonado. Mas, na praça, nós já tivemos lá na figueira um quiosque, não sou desse tempo, mas fotografias, quiosque era um bar. Nós já tivemos lá na frente, uma bomba de abastecimento de combustível, um mini posto. Se nós voltarmos ao passado, nós vamos ter que botar o posto de gasolina lá, um quiosque, um bar, mas nós temos que pensar para frente. O mundo evolui, o mundo não é estático, nem a cultura. Nós não somos estáticos, nós temos que evoluir. E a minha defesa, eu sou a favor sim, com certeza absoluta, de uma rua ou praça coberta. Uma opinião, eu acho que a praça coberta, ali bem na área central, onde a CDL apresentou um projeto, mas ali pode ser diferente, redondo, oitavado, sextavado, e que vai ver para um lado a igreja nossa, que é linda, para trás, o chafariz, tem história, para o outro lado os casarões antigos”, diz.
  • José Carlos Sacchet, representando o motoclube Bocas de Porco, também apresenta sua opinião. “A gente realiza todo ano o famoso Moto Praça, que ficou famoso, nós estamos indo para o quarto agora dia 12 de julho, e a gente sabe da necessidade de uma praça coberta no centro da praça. Nós somos favoráveis a uma praça coberta no centro da praça, porque se fecharmos uma rua de repente vai ser na frente de um casarão desse antigo, não vai poder fazer, vai tirar a beleza dos casarões, vai trancar a rua, fazer alguma coisa. Então, como o Johnny acabou de falar, eu acho que o centro da praça é o local para fazer isso”, opina. “Se fala para manter uma beleza na praça, uma harmonia, que harmonia se faz quando se monta uma festa na praça e se enche de barraca? Tenda, barraca, banheiro químico, uma série de coisas que é necessária”, questiona.
  • Magali Bonetti Mazzucco defende um espaço coberto. “Na minha opinião era uma rua. Ouvi agora a opinião do ex-prefeito Johnny falando, Sacchet falando, até me convenceram na questão da praça também. Mas, de uma forma ou de outra, um espaço central que atenda com infraestrutura os eventos que acontecem aqui na cidade, com a finalidade tanto de dar segurança para eles quanto de aumentar esses eventos. Estou aqui hoje, como falei, como uma cidadã, mas sou também vice-presidente do Hospital Nossa Senhora da Conceição, e nós estamos sempre em busca de formas de implementar e de arrecadar mais recursos, e gostaríamos muito de fazer, já falamos diversas vezes, de fazer um drive-thru de nhoque aqui no centro, de fazer um evento num sábado, num domingo, para aumentar a nossa arrecadação, mas ficamos sempre com a preocupação na questão do tempo”, fala. “É inegável a importância desse patrimônio histórico que nós temos aqui no centro, diversas pessoas muito mais carimbadas do que eu já falaram essa noite, não há mais o que falar. Nosso patrimônio histórico é lindo e, na verdade, a ideia de um espaço coberto, vai vir a valorizar ainda mais esse patrimônio”, adiciona.
  • A secretária de Cultura, Turismo e Esporte, Vanessa Lopes, trouxe informações complementares sobre o tema. A secretária fala sobre um projeto arquitetônico e urbanístico do centro histórico, elaborado pela FCC. No documento, várias questões sobre iluminação e publicidade em torno da praça são citados através de uma pesquisa. “Com relação a esse projeto, a gente já fez, nos reunimos com a reitora há mais ou menos um mês, juntamente com o i.PARQUE da Unesc, com o apoio da equipe de arquitetura. Já estamos trabalhando no projeto executivo da Fundação Catarinense de Cultura, a partir dessa consulta pública, melhorias para o jardim, projeto de acessibilidade, um novo projeto de paisagismo e também a questão da fiação subterrânea para a praça”, conta. Além disso, Vanessa disse que a Central de Atendimento Turístico será na praça, no local onde era a biblioteca municipal, que passará a ser no Parque Municipal. No CAT, será possível disponibilizar banheiros públicos.
  • Rosa Miotello, que possui uma casa ao redor da praça, também avalia o assunto. “Quem está 24 horas por dia olhando o jardim, a minha praça, o meu quintal, aquilo que acontece ali, sou eu. Eu vejo as necessidades”, diz. “A praça é nossa referência, a praça é aquilo que agrega, a praça reúne família”, destaca. “Eu faço há 23 anos e faço desde 2006, o Café da Anita na praça Anita Garibaldi, no dia 8 de março. Toda semana do dia 8 eu fico aflita, sobre o café, vai dar? Vamos fazer? Vamos suspender? Vamos correr para o centro comunitário?”, acrescenta. “Eu vejo muitos sábados mais, eu vejo muitos eventos programados serem cancelados por causa do tempo. Eu fico na janela, eu olho as pessoas andarem, eu vejo as pessoas sentarem”, diz.
  • O ex-diretor de Turismo de Urussanga, Wilian Marques, também contribui para a audiência. “Esse projeto eu fico muito feliz que ele está caminhando. A gente desengavetou ele ano passado, ele estava lá parado há algum tempo, fui duas vezes até a FCC, fui com uma ideia, fui com a ideia de praça, praça coberta, conversei bastante com o Diego, que é uma pessoa de muito conhecimento, realmente. É onde o conhecimento está e de onde as regras vêm, é onde a gente tem que ir, na fonte. E quando voltei, voltei com uma ideia diferente, de rua coberta. Ele fez uma série de explanações e me questionou também o porquê disso e para que isso. E isso é importante também que a gente se questione com relação a isso”, conta. Um estudo sobre esse projeto foi encaminhado ao Ministro de Turismo para captação de verbas. “Não tem uma praça coberta, não tem verba para rua coberta, tem verba para o projeto, porque eu também sabia que isso era um assunto muito importante e precisa ser debatido. Ninguém vai enfiar nada na goela de ninguém”, avalia. Wilian ainda defende a ideia da união das pessoas para a construção de um projeto para a cidade, fomentando mais o turismo e a cultura.
  • Leonardo Filippe faz novamente o uso da palavra e agradece as participações durante a audiência.
  • A audiência é encerrada com a fala da prefeita Stela, que destaca a importância de ouvir todos.

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