A Associação Sul Catarinense de Empresas Funerárias (Ascef) segue alertando a prefeitura de Criciúma sobre as adequações necessárias no serviço realizado pela Central Funerária. Nessa segunda-feira, dia 31, a associação protocolou apontamentos sobre o projeto de lei que foi aprovado na Câmara de Vereadores. “O projeto contém muitos erros, erros grotescos jurídicos, erros que mostram desconhecimento de causa e de lei”, disse o presidente da Ascef, Rangel Quaglioto. Conforme o presidente, as funerárias que não são de Criciúma, além da própria população, são as mais afetadas. “Pela segunda vez estamos alertando a prefeitura de Criciúma”, falou. “São muitas folhas, muitas coisas apontadas, onde nós mostramos os erros, nós mostramos o porquê do erro e nós levamos a solução. Então, isso nos preocupa porque mais cedo ou mais tarde o problema vai vir à tona”, destacou Rangel.
Um dos pontos abordados pelo projeto, aprovado pelo Legislativo, sobre os serviços da Central Funerária de Criciúma, fala sobre a comercialização de urnas/produtos. “A funerária não pode apenas ser direcionada para comercialização de urna, a funerária precisa, dentro de um pacote de serviços, conter o produto urna, mas o serviço funerário não é só vender urna, tem a preparação, tem todo o translado, tem a logística, tem a questão burocrática e isso não fala no projeto e isso pode acarretar o quê? Cobranças indevidas”, explicou. Outro ponto mencionado por Rangel é a mistura de serviços funerários com cremação. Em Criciúma, por exemplo, há uma empresa que presta o serviço de cremação, porém o serviço é direcionado para um crematório fora da cidade.
Segundo Rangel, o projeto ainda proíbe o acompanhamento técnico de uma empresa funerária escolhida pela família do falecido. “Se for um amigo meu, um familiar meu, falecer em Criciúma, que eu tenho família em Criciúma, eu não posso fazer, eu não posso ser o responsável pelo todo o trâmite, tem que ser um familiar de primeiro grau, enfim, então isso são pontos, alguns dos pontos, que direcionam e, mais uma vez, nos preocupa que se possa cometer os mesmos erros que vão sendo cometidos”, comentou. Rangel explicou mais sobre o assunto em entrevista no programa Comando Marconi. Entenda:
A principal preocupação da associação é sobre as obrigatoriedades impostas sem necessidade. Segundo Rangel, empresas de fora de Criciúma não podem vender planos funerários para moradores da cidade. “Ela é obrigada a utilizar o serviço funerário da cidade de Criciúma. Então isso é um absurdo. Aí quer dizer, as empresas que lá têm a concessão, elas podem vender o plano e, quando acabar com a concessão delas, como é que fica a situação das pessoas que têm plano?”, salienta o presidente da associação.



































