Fundada em 2012, a Casa da Acolhida é uma instituição beneficente que oferece hospedagem gratuita para as famílias de crianças internadas no Hospital Materno Infantil Santa Catarina, especialmente aquelas que estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Localizada em Criciúma, próximo à unidade hospitalar, a instituição atende famílias de todo o estado. “A nossa casa tem uma missão muito especial que é ser o lar temporário e de prestar acolhimento a essas famílias dessas crianças”, destaca a presidente da Casa da Acolhida, a psicóloga Viviane Cardoso Mendes.
Desde que surgiu há quase 13 anos, a Casa da Acolhida já atendeu mais de mil famílias. “Pensa no desespero de uma mãe que vem de outra cidade, que está passando por esse momento tão difícil, tão delicado que é ter o filho internado na UTI, e aí chega em Criciúma e se depara com a seguinte situação: onde é que eu vou ficar? Para onde que eu vou? Então, a nossa casa acolhe essas famílias que estão passando por isso e que têm um histórico de vulnerabilidade social”, explica. Além do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, famílias de pacientes que estão nos outros hospitais do município também podem contar com o apoio da Casa da Acolhida.
Conforme Viviane, a estrutura da instituição consegue hospedar até 12 pessoas. “No ano passado, a gente conseguiu ser contemplado com dois projetos onde a gente conseguiu um aporte financeiro para reformar toda a casa, trocar todo o mobiliário, então agora a gente tem três quartos, um tem cama de casal, os outros têm beliche”, conta. A Casa da Acolhida possui uma recepcionista, psicóloga, assistente social, advogada e outros colaboradores. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a presidente Viviane no programa Ponto de Encontro. Conheça mais:
A presidente afirma que o principal desafio da instituição é a questão financeira. “A gente realmente depende de doação, certo? Então, eu diria que a nossa principal dificuldade é essa”, pontua. Viviane esclarece que a Casa da Acolhida conta com o apoio de mensalistas, que contribuem com um valor todos os meses. Porém, o valor arrecadado não é o suficiente para que a instituição possa manter os trabalhos em prol das famílias atendidas. “Agora a gente está em busca de empresas parceiras que estejam disponíveis a ajudar de forma direta a nossa casa, seja lá da forma que conseguir”, destaca.
Viviane ingressou na diretoria da Casa da Acolhida no ano passado. A psicóloga explica que recentemente a instituição passou por mudanças. “O primeiro passo foi conseguir organizar toda a parte burocrática, colocar os alvarás sanitários em dia, colocar toda essa parte burocrática em dia. A gente mudou a ata, mudou toda a diretoria”, salienta. Conforme a presidente, muitas questões burocráticas estavam desatualizadas por conta da falta de recursos. “Tudo é gasto e é necessário uma advogada com experiência naquela área, na parte social. Então, quando eu entrei ali, ok, se eu vou pegar, a gente vai fazer tudo direitinho, tudo conforme manda o script”, comenta.
Os interessados em contribuir mais com a Casa da Acolhida podem obter mais informações através do (48) 98852-7854 ou diretamente com a presidente Viviane no (48) 99965-6309. Conforme a presidente, a instituição necessita, neste momento, a doação de carnes, leite, ovos e produtos de limpeza, além de uma máquina de lavar roupas, no qual as famílias hospedadas fazem uso.
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