O período de férias escolares pode ser desafiador para quem tem filhos e não sabe como fazer atividades para entretê-los. Cada ano que passa, manter as crianças e adolescentes longe da exposição excessiva das telas, principalmente do celular, tem se tornado mais difícil. “A gente sabe que a recomendação da Organização Mundial da Saúde é de, no máximo, uma hora de tela para as crianças de dois a cinco anos de idade, indiferente se é celular, TV, vídeo”, explica a coordenadora pedagógica do Colégio Monsenhor Agenor Neves Marques, Roseli Baggio Ferreira.
Para a coordenadora do Colégio Interação e diretora pedagógica do Colégio Monsenhor, Júlia Maccari Espíndola, é importante manter uma rotina durante as férias, porém, com mais flexibilidade. “As férias são muito importantes para as crianças, nós, adultos, também sentimos essa necessidade, mas para eles é muito importante esse tempo de descanso”, explica. “Uma coisa que a gente propõe para as férias escolares é: o menos é mais. O mais simples vai entreter bastante as crianças, não há necessidade de entreter o tempo inteiro a criança. É importante deixá-la um pouco no ócio, que é quando a criatividade aflora e tudo mais”, acrescenta.
Muitas vezes, por falta de rede de apoio, os pais optam pelas telas para as crianças como forma de conseguirem realizar suas atividades. Segundo Júlia, é necessário ter consciência de que esse tempo exposto às telas deve ser o menor possível. Para isso, é importante incentivar a criatividade das crianças. A diretora pedagógica cita um exemplo seu, que pediu para a filha pequena ajudar na escolha dos feijões durante o preparo do almoço. “Daquilo, ela foi na cozinha, já pegou uma colher de pau e um pote, já foi brincando com outra coisa e assim foi”, diz. “Deixa a criança inventar um pouquinho com o que ela tem. A grande questão é que essas invenções todas dão sujeira, dão bagunça na casa, mas isso é parte da criança”, destaca.
Roseli salienta que atividades como essa ajudam no desenvolvimento da criança, tanto na questão cognitiva como no relacional, ao ter contato com os familiares e amigos. “Vai criar memórias, os laços vão se fortalecer ainda mais. Não é o tempo que tu passa junto, mas a qualidade desse tempo”, ressalta. “Se a gente constrói esse vínculo na infância com a criança, isso na adolescência vai perdurar, então é criar esses momentos afetivos com os filhos. A gente sabe que agora eles querem os amigos, eles querem estar com os amigos, mas eles voltam, eles querem o aconchego, o colinho da mãe, a comidinha da mãe, aquele cachorro quente. Então, é importante criar esses vínculos, sair em algum momento em família, mãe, pai, filho, avó, avô, tio, madrinha, acho isso fantástico”, complementa. Ouça mais sobre o tema na entrevista completa:
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