Empatia, liderança, autoestima, resiliência, saber lidar com os pensamentos não saudáveis, com perdas e frustrações. Essas são algumas atividades que os alunos do Colégio Monsenhor Agenor Neves Marques, em Urussanga, e o Colégio Interação, em Morro da Fumaça, aprendem diariamente. As duas instituições contam com o programa Escola da Inteligência, do doutor Augusto Cury. Com o programa, os estudantes compreendem desde cedo a lidar com suas próprias emoções.
Os dois colégios possuem psicólogas atuando diariamente com os alunos, pais, professores e colaboradores. “As pessoas acham que a gente faz um trabalho clínico de atendimento, mas, na verdade, a gente faz, sim, uma orientação, um acolhimento, mas a gente trabalha junto com a equipe. Então é orientação aos pais, acolhimento aos alunos, encaminhamentos quando necessita fazer alguma avaliação mais profunda com um psicólogo ou com um neuro, que é necessário, orientações para a equipe também na questão de inclusão ou de alunos com dificuldade e treinamento com os professores”, explica a psicóloga Elessa Bonetti, do Colégio Interação.
A psicóloga do Colégio Monsenhor, Priscila de Bem, destaca sobre a importância da Escola da Inteligência. “Dentro dessa teoria, tem tudo que nós trabalhamos com as nossas crianças e nossos adolescentes. Então, desde os três anos até o terceirão, nós trabalhamos a educação socioemocional, inteligência emocional de cada um”, conta. Conforme Priscila, muitos livros didáticos são usados com os alunos da educação infantil, no qual cada um acompanha diferentes personagens que possuem personalidades e histórias de vida diferentes.
Para a coordenadora do Colégio Monsenhor, Roseli Comeli Bagio Ferreira, a Lilica, trabalhar o emocional das crianças e adolescentes permite que eles aprendam a lidar com determinadas situações da vida. “Eu vejo que é uma ferramenta que oportuniza para eles condições de se posicionar no mercado de trabalho, porque a grande dificuldade hoje, para os adolescentes, para os jovens profissionais, é a questão emocional. Não é tanto a técnica, não é o conhecimento, é a questão emocional que faz a diferença”, comenta. O Colégio Monsenhor atende crianças a partir dos quatro meses de idade até alunos do Ensino Médio.
O Colégio Interação foi fundado há 20 anos em Morro da Fumaça. Atendendo crianças desde os quatro meses até o nono ano, a instituição também oferece imersão bilíngue, robótica, aula de dança, musicalização, natação e outras atividades. “Eu gosto sempre de enfatizar que é um colégio muito família, no sentido de que nenhum aluno que a gente tem lá dentro é só mais um, não é mais um aluno do quarto ano, não é mais um aluno do grupo 3, não. Eu sei o nome de todos os alunos, o nome dos pais, onde moram, como trabalhar, a gente conhece cada um”, salienta a coordenadora do Interação e diretora pedagógica do Monsenhor, Júlia Maccari Espíndula.
O assunto foi abordado em entrevista no programa Ponto de Encontro. Ouça mais na íntegra:
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