O prefeito de Urussanga, Luis Gustavo Cancellier (PP), permanece afastado do cargo. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que emitiu parecer durante o julgamento na tarde desta terça-feira, dia 19. O STJ avaliou o recurso da defesa de Cancellier e determinou que em até 60 dias o Tribunal Regional Federal deverá deliberar se aceita ou não a denúncia contra Cancellier. Nesta quarta-feira, dia 20, o afastamento do prefeito completa 11 meses. Gustavo está fora das atividades de prefeito desde maio do ano passado devido a Operação Benedetta, desencadeada pela Polícia Federal. Com a decisão da tarde de hoje, Jair Nandi (PSD) permanece à frente da administração municipal.
Entenda o afastamento
A Operação Benedetta teve o objetivo de investigar possível má aplicação de recursos públicos contratados pelo município com a Caixa Econômica Federal para o financiamento de despesas. No dia 20 de maio de 2021, a Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Urussanga, Orleans, Siderópolis, Tubarão e Criciúma. As investigações tiveram início em setembro de 2020, sendo que a fase desencadeada em maio de 2021 resultou no afastamento do prefeito Luis Gustavo de suas funções.
As investigações possibilitaram constatar a execução de obras públicas em desacordo com os projetos. Em duas das obras realizadas com recursos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) os exames periciais identificaram a prestação de serviços superfaturados em valor superior a R$ 640 mil.
Em setembro, a Polícia Federal indiciou 14 pessoas, entre servidores públicos municipais, engenheiros e empresários. As 14 pessoas foram indiciadas pela prática dos crimes de organização criminosa; desvio de recursos, extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento; falsidade ideológica e peculato. Das 14 pessoas indiciadas pela Polícia Federal, 11 foram denunciadas pelo Ministério Público Federal em novembro de 2021. Confira mais sobre o assunto nas matérias a seguir:
https://radiomarconi.net/2021/07/28/operacao-benedetta-cancellier-e-indiciado-pela-policia-federal/







































