Condição psiquiátrica cada vez mais discutida na sociedade, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foi assunto no programa Ponto de Encontro desta quinta-feira, 16. O programa contou com a participação especial do doutor Gabriel Seemann De Abreu, especialista da Associação dos Aposentados de Urussanga. De acordo com o profissional, o TDAH costuma afetar o dia a dia de pessoas de diferentes faixas etárias. “É um tema que vem tomando mais corpo nos últimos anos porque está sendo cada vez mais estudado e a gente está conseguindo fazer mais diagnóstico, mas é uma condição que acaba atrapalhando tanto crianças quanto adultos, e atrapalha na interação social, atrapalha durante o trabalho, atrapalha na escola e acaba atrapalhando em casa também”, explica o doutor.
Em resumo, doutor Gabriel destaca que os sintomas se dividem em duas frentes principais: a desatenção e os sintomas da hiperatividade. “Na desatenção, o paciente ele costuma, como o nome diz, ter problemas com a atenção. Então, costuma ser uma pessoa que tem dificuldade de manter a atenção, especialmente em tarefas que demandam uma energia mental maior, uma tarefa que é muito chata, acaba procrastinando e não inicia aquela tarefa que é chata, ou quando inicia essa tarefa não consegue chegar até o final”, frisa. Esquecimento ou dificuldades em tarefas simples do dia a dia também podem ser sinais de alerta. “Costuma esquecer muito as coisas, esquecer objetos. Então, vai na padaria e esquece o cartão. Vai sair com o carro e esquece a chave do carro. Está em casa e esquece onde o celular está. Então, costuma perder objetos com frequência. Também tem uma dificuldade em prestar atenção enquanto as pessoas estão falando com ela”, esclarece o médico.
Outros sinais também aparecem com uma inquietação incomum, e o doutor Gabriel ressalta que essas ocorrências são mais frequentes entre os jovens. “E na parte da hiperatividade, geralmente a hiperatividade é mais comum nas crianças, especialmente em meninos, mas também pode acontecer em adultos. A hiperatividade é aquela pessoa que não consegue ficar parada. Então, está sempre mexendo o braço, sempre batendo a perna. Tem uma dificuldade, por exemplo, em uma reunião, ficar sentado. Tem dificuldade de aguardar o seu tempo para falar. Na criança, geralmente é uma criança que a gente observa que parece que está sempre ligada na tomada”, acrescenta. O assunto foi abordado durante entrevista. Entenda mais:
“O diagnóstico ele pode ser feito por médicos e psicólogos, e existe exames complementares que podem auxiliar no diagnóstico de TDAH, por exemplo, a avaliação neuropsicológica é uma ferramenta que pode ajudar no diagnóstico do TDAH, mas o diagnóstico, ele é clínico. O que isso significa? Que é feito através da consulta médica ou consulta com o psicólogo, então não precisa fazer exames de imagem, não precisa fazer exames de sangue. É adequado que seja feito? É, mas não é uma obrigatoriedade. Então, o diagnóstico de TDAH, ele é realizado através de conversa, através de consulta médica ou consulta com o psicólogo. Observando a questão do comportamento, tudo isso”, comenta.
Especialmente em adultos, o TDAH muitas vezes é confundido com outros transtornos. A ansiedade, por exemplo, pode dificultar a concentração e afetar a atenção. A depressão também é um caso, já que tende a trazer desafios para a rotina. Além disso, a bipolaridade pode tanto acelerar os pensamentos quanto levar a episódios de depressão. Todos esses fatores podem acabar se assemelhando aos sintomas do TDAH. “Então, a avaliação no adulto, especialmente, ela é um pouquinho mais complexa e um pouquinho mais demorada, porque a gente precisa excluir que o paciente não tem esses transtornos antes, como o transtorno de ansiedade ou o transtorno de humor. Então, sim, outras condições podem simular, podem fazer sintomas parecidos com o TDAH”, afirma.
Especialidades da Associação de Aposentados e Pensionistas
Além do doutor Gabriel, que atende casos da saúde mental, a associação também possui outros profissionais. De acordo com a secretária Daniele Damiani, a clínica conta com médicos na área de cardiologia, endocrinologia, neurologia, oftalmologia, geriatria, clínico geral e odontologia.
A associação possui uma mensalidade de 1% do valor do salário do aposentado. Para não aposentados, a mensalidade é de R$ 30,00. Além das consultas, a associação oferece exames e parcerias com outras clínicas. Moradores de outras cidades além de Urussanga também podem se associar. O telefone para contato é o 48 3465-2248 e o WhatsApp é 48 99801-4747.
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