Natural de Criciúma, Eraldo Luiz da Silva, conhecido carinhosamente como Janga, ou Janguinha, construiu uma trajetória marcada pelo esporte e por diferentes atividades profissionais, principalmente nos meios de comunicação. Janguinha passou boa parte da infância no Metropol, onde o pai atuava como jogador de futebol. Em entrevista, Eraldo contou que teve uma infância simples, ao lado dos irmãos e de muitos amigos que também se destacaram posteriormente no esporte e em outras áreas. Pertencente à uma família de quatro filhos, Eraldo é o caçula dos irmãos. “O meu pai, que é Estácio, a minha mãe é Zelmira. O meu pai e a minha mãe optaram pelo ‘E’. Então é o Evaldo, que mora em Joinville há muitos anos, a Edla, mulher do Chefe Motta, minha irmã, a Eliane e, eu, Eraldo”, contou. “Em 1958, eu nasci em dezembro, o Brasil já tinha ganho a Copa de 1958. O capitão era Hilderaldo Luiz Bellini. Meu nome: Eraldo Luiz da Silva, não colocaram Hilderaldo para não quebrar a regra”, acrescentou.
Além do futebol, o pai de Eraldo atuava na oficina da Carbonífera Metropolitana. A mãe, costureira, era a responsável por fazer os uniformes de trabalho e também as roupas dos quatro filhos. “Ela comprava um fardo de pelúcia no inverno, mas fazia quatro pijamas, tudo igual, parecia os irmãos metralhas”, brincou. Janguinha estudou na Escola Silva Alvarenga, na Satc e também no Colegião. Após a época de estudos, Janguinha se mudou para o bairro São Luís, também em Criciúma, onde teve o seu primeiro emprego como entregador de encomendas na empresa Santo Anjo. Janguinha transportava até os rolos de filmes que chegavam aos cinemas. Com a inauguração da rodoviária em Criciúma, Janguinha passou a trabalhar como cobrador de ônibus.
O apelido “Janguinha” surgiu quando ele começou a trabalhar no banco. No final dos anos 1970, Eraldo iniciou sua trajetória no Banco Sul Brasileiro. Em entrevista, ele relembrou que não era preciso fazer concurso público. Na época, um dos agentes da agência em que trabalhava se chamava Janga. “O Valtinho me convidou para ir no Café Rio. No Café Rio encontrei uma figura que faz parte da minha vida: Enio Millioli. Encontrei o Enio e ele ‘quem tu é? De que gente tu é?’ Aquelas palhaçadas dele”, relembrou. Foi aí que Enio descobriu que Eraldo trabalhava com o senhor Janga no banco, “batizando” ele de Janguinha, filho do senhor Janga. “Minha mãe tinha um ciúme assim, porque eu não sou nada de Janga e tal. Minha mãe sempre foi a única que me chamou de Eraldo Luiz”, contou.
Ainda trabalhando no banco, Janguinha passou a morar em Urussanga, onde conheceu a sua esposa, Marilene. “Quando eu a conheci foi no dia que ela estava entregando a faixa de primeira princesa da primeira Festa do Vinho. Ela estava entregando a faixa para a sua sucessora da segunda Festa do Vinho”, recordou. “A gente começou a namorar e aí eu saí do banco, mas fiquei envolvido com outras coisas”, falou. Os dois namoraram durante oito anos e, em 1993, casaram-se e dois anos depois tiveram seu filho, Eraldo Luiz da Silva Júnior. Janguinha participou de uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro e relembrou mais sobre sua história de vida. Ouça mais:
Parte 01
Parte 02
Durante um período, Janguinha trabalhou em um posto de combustíveis. A trajetória profissional de Eraldo Luiz envolve novas passagens por bancos e empresas no setor de vendas. No final dos anos 1980, Janguinha foi treinador de times de futsal, tendo atuado nas equipes municipais de Urussanga e em outros grupos da região. Janguinha deu seus primeiros passos na comunicação em 1998, quando foi convidado para trabalhar na Rádio Marconi. “Eu estava na CME, em 1998, aí eu fazia umas entradas para jogos que a Marconi cobria, alguns jogos aqui do nosso campeonato da cidade”, disse. Na época das eleições, Janguinha pediu uma oportunidade para trabalhar na cobertura eleitoral na emissora. Um período depois, Janga também atuava como colunista em alguns jornais impressos da região. Janguinha atuou na Rádio Marconi até o início de 2026, quando decidiu que era hora de aproveitar mais a aposentadoria. “A Marconi teve altos e baixos, mas hoje é uma família isso aqui. Eu sei porque eu vivi todos os momentos da Marconi nesses últimos 28 anos”, pontuou.
Confira a entrevista também em vídeo:

















































