A reforma administrativa na prefeitura de Urussanga é apontada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e Região (Siserp) como uma das principais medidas necessárias para avançar na valorização dos servidores públicos da cidade. Em entrevista, o presidente da entidade, Reginaldo Bernardo, pontuou que as atrativas de negociação estão mais atípicas comparado ao ano passado. “Tem vários fatores que trouxeram essas dificuldades na negociação. Um deles é a questão de arrecadação e o que ficou do passado, de outros governos para serem resolvidos no atual governo, porque quem se elege prefeito ou prefeita, no caso, não herda só o bônus, herda o bônus, mas herda o ônus também das situações”, falou.

Entre os pontos destacados está a necessidade de adequar a estrutura administrativa municipal. Conforme o sindicato, existem cargos que precisam ser extintos e outros que devem ser criados para acompanhar as mudanças nas demandas do serviço público. “A gente dialogou ainda essa semana com o governo, para ver como que anda isso, porque é uma expectativa do servidor e é um impeditivo, inclusive, para o governo de lançar um concurso onde, dou um exemplo, um operador de máquinas, lá na iniciativa privada, ele ganha um salário de R$ 5 mil e alguma coisa. Um operador de máquinas no município ganha R$ 2 mil e poucos”, pontuou. “Aqui o município não adequa à questão do reajuste de IPTU há mais de 20 anos, não faz a atualização das plantas dos imóveis há mais de 15 anos. E o que é que sustenta o serviço público? Os impostos. Então, se não há arrecadação, não tem como fazer”, disse.

Conforme Reginaldo, o sindicato poderia informar aos servidores para uma possível greve. Porém, a entidade tem ciência da atual situação da prefeitura. “A gente tem lidado, tem cobrado, mas tem cobrado com responsabilidade também, tratando com o governo, porque não adianta a gente matar a vaquinha, que é o que dá o leite, que depois todo mundo vai ficar sem o leite”, comentou. “A gente vai continuar lidando com a entidade, com responsabilidade e com transparência com o servidor, porque a gente não vai vender sonhos. Não adianta a gente vender e depois não conseguir atingir e o servidor ficar frustrado. A gente vai sim continuar dialogando com o governo, que tem dado abertura, a gente tem dialogado no objetivo de que a gente levou a pauta e avançarmos nisso. Não foi possível o que a gente queria agora, mas a gente vai ter uma mesa de negociação permanente, que é o que a gente está acordando, não só com o sindicato, com alguns representantes de servidores, para chegarmos minimamente numa negociação e numa proposta que satisfaça os servidores”, disse. Reginaldo e a representante do sindicato em Urussanga, Suzana Darela, participaram de entrevista e falaram do assunto. Confira:

 

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