O trabalho voluntário segue sendo um dos pilares da vida de Rosa Maria Apolinário, moradora de Urussanga. “Em primeiro lugar, a gente tem que preservar muito a família. Vem a igreja, vem as doações, e eu sempre gostei de fazer o trabalho voluntário”, disse. “No trabalho voluntário, tu agrega muitos amigos, tu tens um conhecimento muito grande, tu pega ideias, tu só aprende com um voluntário”, acrescentou Rosa, hoje com 74 anos de idade. A história de Rosa com o voluntariado vem desde pequena, quando ajudava a mãe nos serviços da igreja. “Eu faço com o maior prazer, com o meu coração na mão. Essa é a minha vida, desde criança, no Paraíso da Criança, depois com o padre Agenor, a gente lavava as roupas do padre, a gente cuidava do padre, fazia comidinha para ele, a minha mãe e eu. Eu acho que eu nasci para o voluntariado”, afirmou Rosa.

Rosa Maria foi uma das fundadoras do grupo de voluntárias do Hospital Nossa Senhora da Conceição. A urussanguense atuou como uma das coordenadoras durante oito anos, mas saiu devido a compromissos profissionais. Na época, Rosa abriu um restaurante e não estava conseguindo dar conta das demandas. “Todos os dias eu ia para o hospital, à tarde, fazer trabalhos, visitas”, relembrou. A dona Rosa Maria Apolinário participou de uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro e falou mais sobre a sua história de vida na realização de projetos e ações sociais. Ouça na íntegra:

 

Para Rosa, sua relação com a igreja é um dos seus tesouros. “Eu me entrego totalmente a tudo que precisarem na igreja, eu estarei presente”, frisou, destacando que sempre faz parte das equipes que organizam as festas, como a da padroeira Nossa Senhora da Conceição, em dezembro, e também do Sagrado Coração de Jesus, celebrado em julho. Dentro da igreja, Rosa também contribui com as atividades da Cáritas Paroquial. “Nós temos muitas coisas. A limpeza ao redor da igreja, pega uma vassoura, vai varrer as escadas. Tudo isso é um voluntariado. Então é uma forma de tu libertar a tua cabeça para coisas ruins, porque mente vazia oficina de coisa ruim”, comentou.

Durante 40 anos, Rosa também fez parte do Clube dos Treze, importante clube social de Urussanga. Rosa e seu esposo sempre participaram das atividades envolvendo os serviços de cozinha, como os almoços da Festa do Vinho e do Ritorno Alle Origini. “Depois, infelizmente, essa pandemia levou meu ‘velho’. E aí a gente sai, porque são casais, são 13 casais. Mas, eu continuo no voluntariado do Clube dos Treze, que é o clube do meu coração”, falou. “Eu peço só que Deus me dê muita saúde para continuar esse trabalho que eu amo fazer. É isso que eu peço só para Deus”, mencionou. “A gente conhece pessoas, a gente aprende, mas a gente também ensina. Então, venha para o voluntariado, que isso é muito legal, é muito bom, te tira da fossa, te tira da depressão. Faz as brincadeiras, tu trabalha rindo, conversando, cantando, rezando, isso é a vida que eu pedi a Deus e graças a Deus é isso que eu levo”, pontuou dona Rosa.