O juiz da Comarca de Urussanga, Roque Lopedote, quer saber, em um prazo de dez dias, por que a comissão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) não indiciou o ex-secretário de Saúde e vereador Luan Varnier (MDB). O caso é referente ao fura-fila na saúde urussanguense, que teve uma foto da ata de deliberações do PAD vazada no fim de semana. Como explicado pelo assessor jurídico da prefeitura de Urussanga, doutor Ramirez Zomer, o PAD ainda não foi concluído, já que o relatório final não chegou até a prefeita, que fará o julgamento. Embora não tenha sido concluído, a ata de deliberações aponta o não indiciamento de Luan, mas o indiciamento de três pessoas: a enfermeira Geisiane Mesquita Matos, o médico Alexandre Regio Gomes (doutor Kaleb) e a ex-servidora Rafaela Belina.
Nessa segunda, dia 25, a defesa de Geisiane, através de seu marido, o advogado e ex-assessor parlamentar do MDB, Luciano Giordani Schimitz, entrou com um mandado de segurança pedindo a anulação do PAD, destacando o vazamento de documentos, pondo em dúvida a imparcialidade da comissão. Cabe destacar que Luciano afirma ter sido o responsável pelas denúncias do suposto caso de fura-fila na saúde, que soube através de sua esposa, que é enfermeira e atua no município. Na decisão do fim da tarde desta terça-feira, dia 26, o juiz Roque não aceitou o pedido da nulidade do PAD, porém pediu para que a comissão explique por que Luan Varnier não foi indiciado em detrimento dos demais indiciados.
O assunto será abordado com mais detalhes nesta quarta-feira, dia 27, dentro do programa Comando Marconi, a partir das 7 horas.




































