A FC Assessoria nasceu através da experiência de Fernanda Cancelier em recursos de multas de trânsito. Em entrevista, a profissional contou que a empresa surgiu durante a pandemia de Covid-19, após divulgar os resultados das defesas nas suas redes sociais. “Todos os meus resultados positivos que eu tinha das defesas apresentadas, eu acabava postando no meu Instagram. Assim, uma empresa foi vendo, e outra, e aí chegou o momento de eu ter que abrir mão do escritório que eu trabalhava e eu focar apenas no meu trabalho, no direito de trânsito e trabalhar sozinha”, relembrou. Atualmente, a FC Assessoria conta com uma grande cartela de clientes, tanto pessoas físicas como pessoas jurídicas. “Eu faço atendimento mensal de todas essas empresas transportadoras”, relatou.

Segundo Fernanda, uma das principais demandas de seu escritório é realizar recursos de multas de recusa do teste do etilômetro, além de multas de excesso de velocidade. Isso porque essas infrações geram a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Hoje em dia, quem é que vai querer ficar sem a CNH? Ninguém quer. Então a gente encontra irregularidades, apresenta a defesa e, enquanto isso, a pessoa segue dirigindo normalmente”, falou. Sobre o teste do etilômetro, Fernanda explicou que a legislação prevê que o motorista não é obrigado a realizá-lo. “Só que, a partir do momento que tu recusa fazer o teste, a penalidade é a mesma, a multa é aplicada da mesma forma se tu tivesse feito o teste. Só que o que acontece quando tu recusa? Quando tu recusa fazer o teste, tu tem menos chance de ser detido”, falou, acrescentando que, se o teste acusar mais do que 0,33% de álcool no sangue, o motorista pode ser preso. “Muitas vezes é mais vantajoso para uma defesa a pessoa recusar do que fazer o teste e dar uma quantidade exagerada de álcool no organismo”, pontuou.

Fernanda salientou que, perante a Constituição Federal, todas as pessoas possuem direito a defesa e ao contraditório. Dessa forma, todas as multas de trânsito possuem defesa. No entanto, em casos de embriaguez ao volante quando há alguma vítima, Fernanda não costuma atender. “Não quer dizer que a pessoa não pode se defender. Todo mundo pode se defender. Só que se eu fizer isso, vai contra os meus princípios”, esclareceu. “Eu sempre oriento que, se bebeu, não é para dirigir. Só que, nessas situações que tiram a vida de pessoas, eu me coloco no lugar da família, que se fosse alguém da minha família, que fosse uma pessoa alcoolizada que tivesse cometido o acidente, eu ficaria muito triste”, afirmou.

O engenheiro mecânico Ney Cancelier também faz parte da equipe da FC Assessoria. O profissional lida com questões envolvendo sinistro de trânsito, perícia, reclassificação de monta e outras análises do processo de recursos de multas. “Quando ocorre um sinistro de trânsito, o agente fiscalizador vai verificar todas as avarias que ocorreram naqueles veículos que estavam envolvidos. Vai ter um relatório que ele vai ter que preencher com os tipos de avarias: foi uma coluna de direção, foi uma caixa de roda, foi uma longarina, foi um chassi, o tipo de dano que ocorreu, ele vai estar preenchendo esse relatório. Com a soma daqueles itens, ele vai ter uma classificação, que seja ela de pequena, média ou grande monta. Então, de acordo com esse tipo de classificação, o veículo vai poder estar apto a continuar trafegando, ele vai ter uma restrição ou ele vai virar uma sucata, ele vai ter a famosa perda total”, explicou.

Fernanda e Ney participaram de uma entrevista especial no programa Nas Entrelinhas do Rádio. Os profissionais falaram mais sobre a história da FC Assessoria e sobre o processo de recursos de multas. Ouça na íntegra:

 

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