Com apenas sete meses de gestação, os pais de Arthur descobriram algo de diferente em seu desenvolvimento. Ainda no ventre da mãe, Arthur parou de se mexer, levando a família, que é natural de Laguna, a buscar ajuda médica imediata. Através de um ultrassom, os especialistas diagnosticaram que Arthur nasceria sem o esôfago. Por causa disso, foi necessário realizar uma cesárea de emergência, fazendo com que Arthur nascesse de forma prematura com 33 semanas, pesando somente 1,6 quilos. De acordo com o pai, João Batista de Jesus Mendonça, por não ter o esófago, Arthur passou por um procedimento cirúrgico já nas suas primeiras 24 horas de vida. Depois da cirurgia, Arthur precisou ficar mais de 30 dias entubado e sentado, já que não podia mexer o pescoço para não romper a reconstrução do esôfago.
Segundo João, durante esse período, o filho teve outras intercorrências. “Deu derrame no pulmão, aí teve que colocar dois drenos para drenar, ele teve duas paradas cardíacas, fazia pneumonias repetitivas, uma em cima da outra e, depois de 55 dias de hospital, a gente ganhou alta”, conta. Depois de um mês, ao realizar a consulta de retorno no cirurgião, o pequeno Arthur começou a apresentar engasgos e tosses. “Lá veio a notícia: abriu um buraquinho no local da cirurgia, uma fístula no esôfago, estava desviando o leite direto para o pulmão direito. Aí dali a gente já correu, ele começou a comer por sonda, colocada pelo narizinho dele e dali ele já ia ter que passar por outro procedimento cirúrgico”, relembrou o pai.
Ao total, conforme João, o filho passou 11 meses internado no hospital devido a procedimentos cirúrgicos e complicações. Como Arthur apresentava muita pneumonia, algumas intervenções eram adiadas até que a doença passasse. Desde os oito meses, os médicos indicaram a necessidade de Arthur fazer fisioterapia para ter o desenvolvimento motor e respiratório. “O Arthur veio com um atraso muito grande tanto de motor como de respiratório lá do hospital. A gente chegou em casa, o Arthur só ficava deitado, mexia a cabeça pro lado e pro outro”, disse. “A primeira coisa que a gente fez foi dar entrada tudo pelo SUS, porque a gente não ia ter condições de pagar um negócio particular. A gente deu entrada pro SUS e, hoje o Arthur tem 1 ano e 4 meses, e até hoje não tivemos retorno do SUS”, acrescentou o pai.
Inicialmente, Arthur fazia fisioterapia apenas uma vez por semana, mas, devido ao seu desenvolvimento, os médicos recomendaram fazer as sessões de três a quatro vezes por semana. A família é moradora de Laguna e todos os dias João e Arthur se deslocam para cidades vizinhas para realizar consultas e acompanhamentos. “Três vezes por semana a gente vai para Tubarão e toda quinta a gente vai para Jaguaruna para a fonoaudiologia, e nada disso a gente ganhou pelo SUS, tudo é particular”, salientou João. A história de Arthur foi abordada com mais detalhes em entrevista com o pai João no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra e saiba mais:
Todos os deslocamentos de João e Arthur são feitos através de carro por aplicativo, o que gera um gasto muito alto para a família. Apenas o pai trabalha, já que a mãe precisa cuidar de Arthur e também do filho mais novo, o Levi, de seis meses de idade. “A gente gasta R$ 300,00 com o Arthur por dia. Se ele tem que ir três vezes na semana, dá R$ 900,00 por semana, vezes quatro, lá se foi o meu salário”, comentou João. Para arcar com todos os custos, João e a esposa, Mary, já realizaram uma rifa solidária, na qual todos os números foram vendidos. Porém, as pessoas ainda podem contribuir com a família através de doações via Pix, na chave (48) 99189-4126, no nome do pai, João Batista de Jesus Mendonça.
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