O Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures) irá ampliar, em breve, as rotas de coleta seletiva. Isso será possível porque o consórcio já conquistou um terceiro caminhão para a coleta com recursos próprios. De acordo com a engenheira sanitarista ambiental Graziela Bolan, a meta é atingir 140 toneladas de material reciclável recolhidos por mês. O terceiro caminhão deverá entrar em atividade nos próximos 30 ou 40 dias, após finalização das etapas de colocação da carroceria, emplacamento e outros processos. O cronograma da coleta seletiva nos municípios integrantes do Cirsures continua o mesmo. Conforme Graziela, assim que o terceiro caminhão iniciar as atividades e mais bairros forem atendidos, o Cirsures irá divulgar um novo cronograma com os novos locais e horários. “Os dias e os horários vão continuar os mesmos, a gente não vai mudar, só vai acrescentar”, garantiu.

Atualmente, segundo a engenheira, o Cirsures atende 78.722 pessoas com os serviços de coleta seletiva. Esse valor representa um total de 70% da população dos municípios consorciados atendida. Segundo Graziela, de 2023 para 2024, o consórcio registrou um aumento de 17% na quantidade de material reciclável coletado. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a engenheira Graziela no programa Comando Marconi. Ouça e saiba mais do tema:

 

Em entrevista, Graziela explicou quais materiais são recicláveis e quais não devem ser destinados para a coleta. Lixo de cozinha e de banheiro, além de materiais eletrônicos, não devem ser destinados para a coleta. “De resto, tudo que tu pensar que é seco vai para a coleta seletiva”, afirmou. Porém, a engenheira salientou que existe uma maneira correta de destinar esses materiais. É importante retirar resto de alimentos e limpar os resíduos antes de destinar para a reciclagem. “Os materiais devem estar limpos, por quê? Porque isso geralmente fica uma semana na casa da pessoa. Se eu deixar esse material sujo, vai vir mosca, vai vir rato, vai vir barata, o cachorro rasga, também não é legal. E a gente tem que pensar em quem está lá na ponta, que é o pessoal que tria esse material, vai chegar com cheiro, vai chegar lá já podre, o pessoal vai ter que colocar a mão, mesmo que eles usam luvas no material sujo, também não é legal”, reforçou.

Outra recomendação importante é que as pessoas diminuam o volume dos materiais destinados para a coleta seletiva. Conforme Graziela, é possível fazer isso amassando latinhas e desmontando caixas de papelão. “Para ocupar menos espaço na lixeira, menos espaço no caminhão e menos espaço na cooperativa”, pontuou. Segundo a engenheira, os materiais coletados em Urussanga, Cocal do Sul, Lauro Müller, Orleans, Siderópolis e Treviso são doados para uma cooperativa de reciclagem do Rio América, em Urussanga. Já os coletados em Morro da Fumaça são doados para outra cooperativa localizada do próprio município.

Além do serviço de coleta seletiva, Graziela falou sobre o projeto “Tampinhas do Bem”. Com diversos pontos de arrecadação, as pessoas podem doar tampinhas plásticas, que serão vendidas e terão o valor destinado para a Organização Não Governamental (ONG) Quatro Patinhas, de Urussanga, que auxilia na causa animal. A Rádio Marconi é um desses pontos de arrecadação, além dos três supermercados do município: Althoff, São Pedro e Econômico. Leia mais sobre:

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