Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi intimado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26) a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que também foi proibido de deixar o Brasil. Segundo ele, a decisão tem relação com declarações do irmão, Eduardo Bolsonaro, que defendeu sua saída do país caso fosse derrotado nas eleições.

Flávio contestou a medida e disse que nunca teve a intenção de deixar o Brasil. Apesar disso, afirmou que vai entregar os documentos e recorrer da decisão, que classificou como uma tentativa de intimidação.

O senador também é investigado em dois processos no STF. Um deles apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas do setor de apostas e o advogado Willer Tomaz. A investigação inclui a análise de movimentações financeiras e de uma possível ligação de Flávio com uma conta vinculada a uma empresa relacionada ao advogado. Ambos negam irregularidades.

O outro inquérito investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal apura negociações envolvendo recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção. Flávio nega ter cometido irregularidades.

Mesmo com o fim do mandato previsto para fevereiro de 2027, as investigações podem continuar no Supremo, dependendo da relação dos fatos apurados com o exercício da função parlamentar e dos critérios estabelecidos pela própria Corte para a manutenção do foro privilegiado.