Mais do que ensinar conteúdos, educar é inspirar, acolher e deixar marcas para toda a vida. Essa é a essência da trajetória da professora Daniela Piacentini Visintin, educadora urussanguense que há quase quatro décadas dedica sua vida à formação de crianças e adolescentes. Com uma carreira construída em salas de aula, cargos de gestão e projetos voltados à aprendizagem, ela acredita que o papel do professor vai muito além da transmissão de conhecimento. “Ele traz também, dentro de si, toda a motivação, todo o acolhimento, todo o entusiasmo”, disse. “Eu não perdi esse entusiasmo. Eu ainda levo para sala de aula muitas coisas que eu fazia ainda no passado, como paródias, como trabalhos que a gente faz, apresentações, eu conto história, eu acabo me colocando no personagem. Tudo isso a gente deixa a marca para o nosso aluno”, afirmou.

Desde cedo Daniela já sonhava em ser professora. “Desde criança, eu sempre brincava de ser professora. Eu pegava os sapatos de salto da mãe. A mãe usava muito sapato de salto, mesmo trabalhando em pé o dia todo, e eu pegava os meus livros, pegava o giz e escrevia nas portas do guarda-roupa. Depois, apanhava da mãe, porque imagina, né? Riscando”, comentou. A história de Daniela com a educação começou efetivamente quando ela era jovem, em 1987. Na época, a urussanguense havia concluído o Ensino Médio no antigo Colégio Rainha do Mundo, tendo feito o curso técnico em Magistério. Sua primeira experiência profissional foi na Legião Brasileira de Assistência (LBA), onde atuou como recreadora em salas mistas de crianças de 3 a 6 anos de idade. “Eu escolhi o magistério porque depois me encaixaria dentro da pedagogia, como eu fiz também a pedagogia, como eu fiz também licenciatura em história, estudos sociais. Eu vejo que o magistério foi uma grande experiência positiva para me transformar na profissional que eu sou hoje”, contou.

Após se graduar em pedagogia, Daniela iniciou sua carreira na Escola Caetano Bez Batti como professora de geografia admitida em caráter temporário (ACT). “Na época eu tinha me formado em estudos sociais, depois que eu fiz o complemento, mais tarde, em história”, disse. Daniela também atuou na pré-escola do Colégio Rainha do Mundo, durante o período de licença maternidade de uma colega. Foi aí que o responsável pela instituição pediu para que a professora também assumisse a disciplina de geografia para as turmas do Ensino Fundamental 2, antes conhecido como ginásio. “Eu aceitei, mas eu não estava feliz. Eu subia o morro com o meu caderninho, porque eu preparava a aula tudo escrito, estudava em frente do espelho para dar aula. Porque a gente faz a faculdade, mas a gente não sai totalmente pronta para conteúdo curricular. A gente tem que estudar, a gente tem que planejar e eu sempre fui muito exigente com isso”, relembrou.

Mesmo com os desafios no início da carreira, Daniela é grata por ter tido a oportunidade de atuar no Colégio Rainha do Mundo. “Quando começa, a gente tem muitos erros, mas eu tive pessoas maravilhosas ao meu lado que puderam me orientar e, graças a Deus também, eu estava pronta, aberta para receber essas orientações, porque quando a gente está pronta para receber orientação, a gente está pronta para transformar”, destacou a professora. Daniela participou de uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro e relembrou mais sobre a sua trajetória profissional e história de vida. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Para Daniela, o professor é um líder dentro da sala de aula. A urussanguense salientou que o professor precisa ser a autoridade entre os alunos, mostrando que ele sabe o conteúdo. “Quando eu tive a oportunidade de ser assessora pedagógica, coordenadora, diretora, eu sempre disse: a primeira aula do professor tem que ser um show, para o aluno fazer assim ‘oh, que legal, cara sabe muito’. Porque o professor tem que mostrar que realmente ele tem domínio, tendo domínio do conteúdo, ele vai ter o respeito e o domínio da turma”, falou. “Eu não sou brava, eu sou exigente, eu sou tradicional. Embora as minhas aulas sejam bastante diversificadas, mas eu tenho uma postura muito tradicional. Eu não entro na sala antes dos alunos estarem sentados”, contou.

Além do Caetano Bez Batti, Daniela também atuou na Escola Barão do Rio Branco, onde se efetivou e se aposentou após 25 anos de trabalho. Atualmente, Daniela segue lecionando na Escola Lydio De Brida, da rede municipal de ensino. “A educação pode sair de mim, mas eu não saio da educação”, frisou. “Eu tenho meu espaço Ativamente e hoje eu tenho inúmeras crianças que estão comigo e nós estamos fazendo intervenções dentro da aprendizagem dessas crianças e que estão tendo resultados maravilhosos”, contou também. Confira a entrevista também em vídeo:

 

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