O lipedema é uma condição de gordura acometida nos braços e principalmente nas pernas, que não tem cura. A doutora Ana Nazário, angiologista da Clínica Scan, é especialista neste assunto e explanou sobre os impactos do lipedema, especialmente nas mulheres. “É o formato da perna desproporcional em relação à cintura, que tem mais quadril, que tem mais coxa, ou aquele tornozelo”, explicou. “‘Nunca consegui colocar uma bota de cano alto, porque no tornozelo a bota não passa'”, destacou o relato de mulheres que sofrem com a doença.
Há diferentes formatos de lipedemas e, segundo Ana, que também possui a doença, o intuito dos profissionais vasculares deve ser identificar clinicamente e saber separar o que é gordura de obesidade e o que é lipedema. Além do linfedema, que é o acúmulo de líquido de linfa, uma doença genética, ou por lesão dos vasos linfáticos. Existem fases de inflamação do lipedema. “É a primeira menstruação, que nós chamamos de menarca; gravidez, ou gestações, ou inseminação artificial, que você desenvolve pela questão do estímulo hormonal importante; e também ligado ao hormônio, a menopausa”, enfatizou.
A angiologista mencionou que a doença em homens é rara. “Os homens carregam o gene, mas eles não manifestam a doença como as mulheres”, explicou. “O lipedema está muito ligado às mulheres pela questão hormonal”, completou. De acordo com a profissional, o exame é primordial para pessoas com queixas proeminentes. Ouça a entrevista realizada no programa Ponto de Encontro:
A doutora conscientizou que as mulheres podem praticar hábitos que amenizam os sintomas do lipedema. “Meias elásticas dependendo da compressão, não muito apertada porque você pode machucar essa gordura num estágio inflamatório intenso; e algumas roupas, algumas calças com infravermelho no tecido”, relatou. “O infravermelho vai receber o calor do meu corpo e vai devolver para a micro circulação da gordura”, explicou.
Ana deu dicas de como ajudar as pessoas que sofrem com a doença. “Escovação a seco que você estimula a gordura, mas de uma forma muito sutil, tipo escovinha de sapato, só que com cerdas do banho ali. Faz massagem super leve antes do banho com o corpo seco, ainda para estimular a gordura sem arranhar, é só um toque sutil”, explanou, ainda reforçando a importância da atividade física e da alimentação regrada. “Como para o diabético o doce é o veneno, para o lipedema também é o veneno, porque o doce tem alto poder inflamatório”, acrescentou.
A angiologista também destacou que as mulheres com a doença podem notar determinados sintomas. “O aspecto da perna está diferente, está pesada, está cansada, parece que está sempre inchada, que tem aqueles roxinhos, os hematomas, que está sempre frequente, ela não está se batendo, ela não se machuca ao ponto de formar isso, e muitas vezes tem dor muito intensa ao toque”, frisou. “Um tipo de vestimenta incomoda muito, o carinho do companheiro, da companheira, ou de um familiar incomoda muito, porque é uma dor de algo que está inflamado”, completou.
Ana Nazário realizou uma comparação para melhor compreensão das pessoas que têm suspeita de ter a condição. “Um paciente que não sabe que é diabético, que vem por mal-estar recorrente, náuseas ou hipoglicemia, aquela sensação de que vou desmaiar, e você faz o diagnóstico do diabetes. A partir daquilo ali, você vai traçar metas para que a pessoa tenha qualidade de vida”, exemplificou. “Não vai curar o diabético, nem vai curar o lipedema, mas você vai manter uma constância de qualidade”, acrescentou.
O contato da Clínica Scan para agendamento de consultas é pelo 48 99654-7222. Acompanhe mais do trabalho da doutora Ana Nazário pelo Instagram da profissional angiologista:
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