Uma importante ação marcou a formatura de crianças e adultos que praticam jiu-jitsu em Urussanga. A Benedetta Brasilian Jiu-Jitsu graduou com novas faixas as turmas infantil e adulto nesse sábado, dia 20, com cerimônia aberta ao público no Ginásio Centenário. A formatura contou com a presença de Vilson de Andrade Cordeiro Netto, o mestre Netto, e também do shihan Rodrigo Nascimento. Em entrevista, o programa Ponto de Encontro destacou mais sobre a modalidade com o mestre Netto, com o Bartolomeu Alexandre de Sousa Henrique e com a Katerine Sartor. Ouça na íntegra:
Bartolomeu treina jiu-jitsu há sete anos, mas já praticou karatê dos 8 aos 22 anos de idade. Depois de um tempo parado, decidiu voltar a praticar alguma arte marcial, tendo optado pelo jiu-jitsu após ser apresentado ao esporte. “O jiu-jitsu virou a extensão da minha casa”, disse. “A gente não está competindo com a pessoa, a gente está ajudando a pessoa, ajudando ela a evoluir, ajudando ela emocionalmente, ajudando ela psicologicamente e em vários setores”, salientou. “Muitas pessoas conversam fora e perguntam o que precisa para fazer jiu-jitsu. Coragem e vontade de ir. Eu tenho seis cirurgias no joelho, eu tenho três pinos no ombro e uma cirurgia na barriga”, comentou, acrescentando que, mesmo com essa situação, não deixa de praticar o esporte.
Faixa preta, o mestre Netto falou mais sobre o jiu-jitsu e sua origem. “Desde quando começou na Índia, foi para o Japão, eles usavam isso como uma forma de defesa sem arma. Então, começou pelos budistas, pelos monges, como eles têm já essa origem de não pegar em arma, eles precisavam desenvolver uma técnica para trazer esse desarmamento. Então, passou para o Japão, do Japão, através do mestre Maeda, ele trouxe para o Brasil”, contou. O mestre explicou que o jiu-jitsu é um esporte de contato que, além de derrubar o oponente, como no judô, é preciso finalizar o oponente. “O jiu-jitsu é o que a gente chama de xadrez. Ele é um xadrez, tem várias peças ali que você precisa usar o equilíbrio, a tua mente e a calma. Se você não tiver essas três qualidades, fica difícil, mas o jiu-jitsu traz isso, ele te proporciona isso”, esclareceu.
Normalmente, crianças a partir dos 5 anos já podem praticar o esporte. Porém, segundo o mestre Netto, Urussanga possui um aluno de 3 anos de idade. Do infantil até os 16 anos, os alunos passam por algumas cores de faixas, até chegar a fase adulta, da azul até a preta. “A gente ensina uma hierarquia, tanto familiar como dentro do tatame. A gente fala muito sobre isso, a disciplina, o respeito”, comentou. “É um esporte que trabalha muito a mente, trabalha o físico, trabalha tudo, é muito bom”, acrescentou Katerine. “Eu faço umas aulas, chego lá cansada, exausta do meu dia a dia, mas tu chega e se anima, começa a sentir algo diferente, começa a trabalhar a tua mente, teu corpo, chega em casa descansada”, disse ainda, completando que o esporte é uma forma de autodefesa para as mulheres. “É uma defesa pessoal de certa forma, então é muito bom. Mulheres, venham fazer parte”, disse.
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