As hemorroidas fazem parte da estrutura anal de todas as pessoas. Porém, há casos em que ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos dessa estrutura, podendo provocar inflamações, sangramento, coceira, dor anal intensa e, consequentemente, a piora da qualidade de vida da pessoa. De acordo com a doutora Ana Sarah, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, esses sintomas são caracterizados como sendo doença hemorroidária, na qual possui diferentes graus. “São vários graus, sendo de primeiro ao quarto grau, sendo o último o pior deles, onde as hemorroidas saem totalmente para fora e não retornam mais”, explicou.
Conforme a especialista, a doença hemorroidária também pode ser dividida entre interna e externa. “Essas hemorroidas internas mais frequentemente sangram e as hemorroidas externas mais frequentemente prolapsam e causam dor, apesar de que tanto a interna quanto a externa podem apresentar todos esses sintomas em conjunto ou não”, disse. A doutora Ana Sarah esclareceu ainda que, no nível 1, a hemorroida geralmente apresenta sangramento; no 2, ela fica prolapsada, mas retorna ao normal; no 3, a pessoa precisa empurrar a estrutura para dentro do ânus de forma manual; e no nível 4, a hemorroida fica totalmente para fora, causando muito incomodo para o paciente.
De acordo com a especialista, a maioria das pessoas, em algum momento da vida, principalmente após os 45 anos de idade, pode apresentar algum sintoma da doença hemorroidária. “Normalmente acontece com uma alteração de hábito intestinal, seja intestino preso, seja diarreia, comeu alguma coisa que não fez bem, viajou, enfim, teve alguma infecção intestinal. Então é muito frequente quase toda a população ter pelo menos um dos sintomas da doença hemorroidária ao longo da vida”, afirmou. A doutora Ana Sarah participou de entrevista na Rádio Marconi e falou mais sobre a doença. Entenda:
O tratamento da doença hemorroidária depende do nível dela. “No estágio inicial e com poucos sintomas, elas podem ser tratadas com medicações de alívio de dor, anti-inflamatório e com pomadas locais, a depender da queixa do paciente”, disse. “Se não resolve com o tratamento que a gente chama de tratamento clínico, que são pomadas e comprimidos, a gente tende a indicar a cirurgia a depender dos sintomas e da gravidade desses sintomas. E aí os procedimentos podem ser desde procedimentos realizados no consultório, como a ligadura elástica, por exemplo, que é uma liguinha mesmo na hemorroida que faz com que ele necrose e caía, ou procedimentos mais avançados”, complementou a médica.









































