Natural de Florianópolis, Ana Leite De Bona tem toda uma história de vida construída em Urussanga. Ela se mudou para o Sul catarinense ainda jovem, aos 18 anos de idade. A mudança ocorreu por causa de seu pai, que era colaborador do Ministério da Agricultura, e passou a atuar na região. Embora não tivesse formação, Ana passou a trabalhar no Hospital Nossa Senhora da Conceição como enfermeira auxiliar, aprendendo na prática como atuar na área. “Trabalhei bastante tempo na área da saúde. Na época que deu aquele problema na Mina Santana, eu já estava lá no hospital”, disse. “Eu não sabia nada quando eu cheguei ali. Aí fui aprendendo e, assim, quando tu queres, tu aprende qualquer coisa”, contou.

Ana é de uma família bem grande, tanto da parte materna como na paterna. Além dela, seus pais tiveram mais 10 filhos, sendo seis mulheres e cinco homens. Ana ainda contou que um de seus avôs era de origem indígena, tendo vindo do Rio de Janeiro. Ainda quando morava em Florianópolis, metade da família era torcedora do Figueirense, enquanto outra parte era torcedora do Avaí. “A minha avó morava perto do campo do Avaí. O muro dela dava para o campo do Avaí e a gente assistia aos jogos”, relembrou. Depois que se mudou para Urussanga, Ana conheceu o seu marido, o que fez continuar vivendo na cidade. Os dois estão casados há 44 anos, tendo mais seis anos de namoro. “Ele trabalhava ali na loja comercial Santo Antônio, que era do nono. A gente casou, ficou morando aqui, cuidou da loja, daí depois fechou, aí eu fui trabalhando aqui e ali, trabalhei no barzinho do hospital também. Eu já fiz de tudo”, falou.

A relação de Ana com o voluntariado ganhou ainda mais força em Urussanga. Muitas pessoas conhecem Ana por conta do seu trabalho na Cáritas Paroquial, no qual é vice-presidente da entidade. “Eu me aposentei, o que a gente faz? Para de trabalhar, mais ou menos. Vim para a igreja, aí o padre me convidou para fazer parte da Cáritas junto com a dona Lourdes”, recordou, destacando que, atualmente, faz cinco anos que atua na entidade. A Cáritas faz várias ações em prol das famílias carentes cadastradas, como doação de roupas, móveis e alimentos. Para manter todas essas atividades, a entidade promove trabalhos sociais, como a realização do bazar. A dona Ana Leite De Bona participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e falou mais sobre a sua história de vida e a relação com o voluntariado. Ouça na íntegra:

 

Além da Cáritas, Ana coordena os grupos de idosos de Urussanga. “Eu sou presidente do grupo do idoso, que agora já está deslanchando mais”, disse. Conforme Ana, por enquanto, os grupos se reúnem para os tradicionais bailes, que ocorrem todas as quintas-feiras. Mas a expectativa é retornar com outras atividades em breve com a futura reforma do espaço onde deverá ocorrer os encontros. Na parte religiosa, Ana também faz parte da Grande Família do Sagrado Coração (GFASC). “A função desse grupo é da Madre Cléria, é mais com as irmãs apóstolas. A gente faz essas orações. Nós temos um grupo pequeno, que antes a gente tinha um grupo maior, mas agora diminuiu. É assim, todo mundo vai cansando ou fazendo outras atividades, porque a igreja tem bastante atividade, tem muitas pastorais”, comentou.