A Executiva do Partido Liberal de Urussanga se manifestou sobre a recente discussão do aumento de assessores parlamentares na Câmara de Vereadores. O projeto contou com a assinatura de sete vereadores, entre eles de Fabiano De Bona (PL). A proposta seria discutida mas foi retirada de pauta, já que é considerada inconstitucional, na última terça-feira, dia 22. Já na semana passada, o PL emitiu uma nota afirmando ser contrário ao projeto e que Fabiano assinou a iniciativa de forma isolada, sem consultar a Executiva. Em entrevista nessa segunda-feira, dia 28, o vereador Fabiano contou que mudou de ideia sobre o projeto após conversar com o partido nesse fim de semana (CONFIRA AQUI).

Em entrevista, o presidente do PL de Urussanga, Clézio Freccia, afirmou que o partido deixou claro para o vereador Fabiano que a decisão dele era individual. “Não é que a gente concorda, mas a gente fica até assim porque o Fabiano foi uma das pessoas que foi prejudicada no seu emprego, na sua legislatura, no seu emprego na Samae, por ter batido de frente com a administração passada, do prefeito ali que foi afastado, enfim, e talvez ele tenha pensando nisso, porque quando ele foi expulso do PSDB, como o assessor é do partido, ele ficou sem assessor. Não estou justificando, ele teve aqui ontem na rádio, deu o parecer dele, acho que ele foi bem, mas penso que essa situação também foi um dos motivos que ele, de repente, pensou em provar essa situação”, comentou.

O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com o presidente Clézio. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Clézio também falou sobre uma outra proposta que seria discutida na Câmara, mas que também foi retirada de pauta. É sobre o projeto que poderia fazer alterações na Lei da Ficha Limpa, que poderia permitir que pessoas com pendências de judiciais pudessem ocupar cargos públicos no Legislativo. “O que me estranha é que agora voltou na pauta esse projeto que quer fazer algumas alterações para beneficiar alguma pessoa desse acordão que eles fizeram, em que eles, o MDB e PP, falam que é o bem para Urussanga, na verdade, é o bem para os dois partidos. Se fosse para o bem de Urussanga eles tinham chamado o PL, eles tinham chamado o União Brasil, eles tinham chamado o PSD para conversar”, disse.

O presidente da sigla ainda salientou que o PL preza pela transparência e pelo o que é correto. “Jamais vai ser favorável a alteração de um projeto a qual a gente chama de Ficha Limpa, que vai abrir algum tipo de benefícios para que uma pessoa que esteja respondendo a um processo seja beneficiado para estar trabalhando dentro do órgão público. Então estão fazendo isso para arrumar vaga para alguém que foi feito nesse acordão, MDB e PP, isso eu não tenho dúvida alguma”, alegou Clézio.

O presidente do PL também comentou sobre as eleições municipais e sobre o desempenho do candidato do partido à prefeitura. “A gente ficou triste por não ter ganho a eleição, mas contente pelo resultado. É um partido que fez dia 9 de outubro um ano em Urussanga, é um partido usando fralda ainda. Tivemos, assim, algumas situações adversas no decorrer dessa caminhada, mas a gente aprende muito”, destacou. “Um partido, como falei, de um ano, em outubro, chegou nas eleições fazendo 3.565 votos, ficando em segundo lugar. Posso dizer que o grande vitorioso foi o PL, porque o MDB ganhou a eleição com a votação menor do que da eleição passada. Na eleição passada fez em torno de 4.500 votos e essa eleição agora fez 4.070, por aí, então com menos votos se elegeu”, acrescentou.