O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, foi preso preventivamente em nova fase da Operação Caronte, que investiga o serviço funerário da cidade. A ação é desencadeada pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã desta terça-feira, dia 3. Além de Criciúma, as novas ordens judiciais expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina também envolvem as cidades de Florianópolis, Jaraguá do Sul e São José. Ao todo, são 10 mandados de prisão preventiva.
Em nota, a prefeitura de Criciúma disse que está ciente do fato e que está reunida para entender o melhor cenário para emitir um posicionamento. “Em breve estaremos enviando uma nota oficial”, disse a nota.
A operação
Segundo divulgado pelo Ministério Público, após a deflagração da Operação Caronte, no dia 5 de agosto, as investigações foram concluídas pelo MPSC, com análise das provas e coleta de 38 depoimentos pelos integrantes do Geac e Gaeco.
Os envolvidos foram, então, denunciados, no dia 20 de agosto, pelos crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias e contratuais, corrupções, crimes contra a ordem econômica e economia popular envolvendo a concessão de serviço funerário na cidade de Criciúma.
O grupo, composto por empresários e agentes públicos, é demandado nos Autos n° 5050695-87.2024.8.24.0000, que tramitam sem sigilo no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Na primeira fase, foram presos 7 investigados. Com o cumprimento das prisões no dia de hoje, agora todos os 17 integrantes da organização criminosa encontram-se presos preventivamente. Os presos foram submetidos a exame de corpo de delito e levados para o sistema prisional, onde aguardarão audiência de custódia nos locais onde ocorreram as prisões.
Operação Caronte
Intitulada “Operação Caronte”, o nome faz alusão ao barqueiro de Hades (mitologia grega), que carrega as almas dos recém-mortos sobre as águas do rio Estige e Aquerante, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Aqueles que não tinham condições de pagar certa quantia, ou aqueles cujos corpos não haviam sido enterrados, tinham de vagar pelas margens por cem anos.
GAECO e GEAC
O GAECO é uma força-tarefa composta, em Santa Catarina, pelo Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.
O GEAC é um grupo de membros do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que atuam em investigações e ações judiciais de combate à corrupção, cujos fatos revelem maior gravidade ou complexidade.
Com informações do MPSC






































