Servidora pública aposentada, a nutricionista Elisabete Schroeder Kucera tem Urussanga como a sua segunda casa. Há 36 anos, deixou sua cidade natal, no Sul do Rio Grande do Sul, para conhecer o município catarinense. “Assim que eu cheguei, eu já comecei na Secretaria de Educação como nutricionista da merenda escolar. Em seguida, fui para outros setores, trabalhei em Obras, trabalhei no Sine, na Vigilância Sanitária e, nos últimos anos, na Secretaria de Saúde. Eu entrei como assistente administrativo na Secretaria de Saúde e, depois, em 2015, fui transformada em nutricionista, que era a minha carreira, mas eu nunca fiz rejeição a trabalho que me oferecessem ou que me solicitasse”, relembrou Elisabete sobre sua trajetória. No Dia do Servidor Público, lembrado nessa terça-feira, 28 de outubro, o programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com Elisabete. Ouça na íntegra:

 

Antes de se mudar para Urussanga, Elisabete já era formada em Nutrição. “Eu fiz faculdade, casei, fui morar no Mato Grosso. Eu fiz 14 mudanças”, contou. “Aí só fiquei em Urussanga, eu mudei do prédio, do apartamento que eu morava, para uma casa, que eu moro há mais de 25 anos. Antes disso, eu estava sempre em busca de um local ideal para ter uma família, eu estava formada”, comentou, acrescentando que, em Urussanga, ainda não havia nutricionista anos atrás. “Eu comecei com o Programa de Alimentação do Trabalhador para muitas empresas e, depois, fui chamada para trabalhar na Secretaria de Educação. E dali, a minha trajetória são 20, acho que completaram 26 anos e alguns meses de prefeitura”, complementou.

Em entrevista, Elisabete ainda salientou a importância do servidor público. “Nós, na função de servidor público, a gente sabe o que a norma diz, a população não. E aí o servidor é tratado como aquele que quer mandar, aquele que quer fazer como ele quer, aquele que não está servindo a população, aquele que não faz porque não quer”, disse. Para a nutricionista aposentada, o servidor público também é uma espécie de conselheiro da população. No entanto, assim como qualquer outra profissão, o servidor público também lida com dificuldades e desafios. “O setor público é o funcionário que mais chora calado”, disse ainda.

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