Mais do que uma atividade física, a dança do ventre tem sido utilizada como uma ferramenta de bem-estar, autoconhecimento, fortalecimento da autoestima e socialização. Em Urussanga, a professora Isabel Rodrigues tem mais de 20 anos de experiência na área da dança. A profissional atua no Centro de Treinamento Alpha, onde é sócia junto com seu irmão, Luiz Fernando Rodrigues. Juntos, os dois oferecem aulas personalizadas de academia, funcional, além de karatê e step. Isabel é a responsável por ministrar as aulas de dança do ventre. “A dança em si não é só movimento. É bem-estar, é uma atividade que não vai mexer somente com o corpo, mexe com a nossa mente”, disse.
Em entrevista, Isabel contou que a dança do ventre surgiu há milhares de anos através dos povos nômades e egípcios. “É uma cultura, uma dança que surge na família para ter aquele momento de festejar um casamento, uma festa em família. Ela surge ali e foi sendo lapidada ao longo do tempo”, falou. Conforme a professora, muitas pessoas, principalmente mulheres, buscam a dança até mesmo por recomendação médica. “Hoje nós temos alunas que fizeram cirurgia na cervical, hérnia de disco e tudo mais, e a recomendação médica foi buscar a dança do ventre, justamente para ajudar nesse processo de recuperação. Porque é uma dança que vai te dar um movimento mais contido, ela tem alguns movimentos mais soltos, de quadril, mas a gente costuma falar que o tronco tem que estar sempre muito bem alinhado”, pontuou.
Silvia Zanelato Vendramini é aluna de Isabel. Ela contou que ingressou no CT Alpha nas aulas de funcional e, depois, foi convidada para também fazer aulas de dança do ventre. “Eu não consegui mais sair da dança”, disse. A aluna relembrou que, no início, foi difícil se habituar na modalidade, mas que a recompensa e os benefícios da dança são gratificantes. “A gente se sente bem, é uma terapia, conhece também as pessoas e melhora a autoestima”, comentou. “A dança vai te dando essa autoconfiança e, quando tu vê, questões pessoais da tua vida, que tu não imaginava que poderiam mudar, são modificadas”, acrescentou Isabel. O programa Ponto de Encontro abordou mais sobre a dança do ventre em entrevista com a professora Isabel e com a aluna Silva. Ouça na íntegra:
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