Cidadãos italianos que moram no exterior e que têm direito ao voto devem ficar atentos aos referendos abrogativos deste ano. As cédulas com os votos devem ser entregues pelos correios, ou, caso a pessoa não recebeu, devem ser retirados na agência dos correios. Em Urussanga, a recomendação é que as pessoas que têm direito ao voto retirem as cédulas de votação na agência. Os votos devem ser entregues novamente aos correios até esta sexta-feira, dia 30, para que sejam enviados para a Itália, onde a votação vai ocorrer na próxima semana. De acordo com o presidente do Comitê dos Italianos no Exterior (COM.IT.ES PR/SC), Eduardo Bonetti, são cinco votações, sendo quatro relacionadas ao trabalho e uma sobre a cidadania italiana. “Abrogativo significa cancelar, anular uma lei que já existe, ou seja, é a população que se mobiliza”, explicou.

Conforme Eduardo, é necessário atingir um número mínimo de votantes, ou seja, 50% mais um dos eleitores. Caso esse valor não seja atingido, o resultado do referendo será considerado inválido e não terá efeitos. Sobre os referendos trabalhistas, as mudanças incluem a redução do tempo de residência legal para solicitar naturalização; reintegração do trabalhador demitido sem justa causa; eliminação da possibilidade de prorrogar o contrato por mais de um período determinado; além de propor estender a responsabilidade jurídica à empresa contratante e não apenas à empresa prestadora de serviços nas licitações e subcontratações, no caso de segurança no trabalho. Já sobre o referendo de cidadania, a mudança não tem nada a ver com as limitações na cidadania iure sanguinis. A votação está ligada ao tempo de residência na Itália do estrangeiro não europeu para solicitar a naturalização.

Em entrevista, o presidente Eduardo reforçou a importância dos cidadãos italianos votarem nos referendos. “Como representante do COM.IT.ES tenho o dever de encorajá-los ao voto, porque o voto é uma expressão de cidadania no exterior. Se os cidadãos que moram aqui fora da Itália não votarem, nós, de alguma forma, nos enfraquecemos perante às autoridades na Itália. Porque nós já tivemos essa derrota, digamos assim, com o decreto, e a próxima vítima certamente vai ser o voto no exterior, não é verdade? Se nós não nos mexermos, se nós não nos manifestarmos, a Itália vai entender que os cidadãos que moram fora não estão nem aí para o direito e o exercício da cidadania. Isso é muito, muito feio”, pontuou. Ouça mais detalhes na íntegra:

 

Para destacar mais sobre os referendos e sobre o que está sendo votado, o COM.IT.ES desenvolveu uma guia rápida explicando os assuntos. É possível encontrar a guia acessando o site do comitê CLICANDO AQUI.