Praticamente a vida toda de Lais Zanelatto Souza é dedicada ao Coral Santa Cecília, de Urussanga. Atualmente com 87 anos, a urussanguense entrou no grupo aos 14 anos de idade, ou seja, há 74 anos. Lais é a integrante mais antiga do coral, além de ser a de mais idade. A urussanguense participa religiosamente dos encontros e dos ensaios da entidade, que hoje são semanais. Foi dentro do coral que Lais construiu sua história: conheceu seu esposo e teve seus filhos, que também chegaram a participar das atividades do grupo. Sua história no Coral Santa Cecília iniciou na adolescência, quando foi convidada pelas irmãs religiosas a integrar o grupo. Foi a falecida irmã Tarcísia que incentivou Lais a continuar frequentando os encontros e ensaios do coral.

Anos atrás, as missas dominicais das 10 horas eram animadas pelo Coral Santa Cecília. “Eu amo, eu sou apaixonada pelo coral”, afirmou. A associação proporcionou várias experiências para a urussanguense, como viagens a outros estados para apresentações culturais. Além de preservar a tradição musical, Lais acredita que o canto coral contribui para a qualidade de vida. Segundo ela, os ensaios ajudam a exercitar a memória, promovem a convivência e fazem com que os integrantes esqueçam as preocupações do dia a dia. “Quando a gente está cantando, esquece de tudo”, reforçou. Lais participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e falou mais sobre a experiência de estar em um coral há mais de 70 anos. Ouça:

 

Durante algum tempo, o Coral Santa Cecília chegou a ter quase 40 vozes. Hoje, a associação possui pouco menos de 20 integrantes. Para Lais, muitos jovens não querem ter o compromisso de se dedicar aos ensaios todas as semanas. “Nós reduzimos o ensaio uma vez por semana só. A gente já convidou tanta gente, tanta gente, e eu faço um apelo, de todo o coração: alguém que gosta de cantar, venham para o nosso coral. Nós estamos precisando de vozes”, pontuou. “A gente sabe que tem uma porção de gente que canta bem aqui em Urussanga. Não importa a idade. Não importa se tu tem 50, 60, pode vir para o nosso coral, é bem recebido”, complementou a coralista.

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