Por conta do rompimento de adutoras, o abastecimento de água no município de Cocal do Sul ficou prejudicado. Nos últimos dias, os moradores notaram que a água que chegava nas residências estava preta. De acordo com a engenheira química do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), Carla Possamai Della, o problema já foi solucionado. Segundo a servidora, na última semana, houve o rompimento de duas adutoras no mesmo dia na região do Rio Galo. Um dia depois, foi registrado um outro rompimento na região central da cidade. “A gente passou por uma grande onda de calor, por um calor excessivo muito constante e depois resfriou, o que é bom para nós humanos, porém, para as estruturas dos canos, esse choque, digamos, de temperatura, essa redução de temperatura, acaba facilitando o rompimento”, explicou.
Além disso, Carla salientou que os dois rompimentos na região do Rio Galo foram ocasionados por máquinas particulares que estavam realizando obras. “Quando for fazer qualquer tipo de trabalho próximo a estradas, por favor, liguem para o Samae, seja de Cocal, seja da sua cidade, porque isso dá um transtorno muito grande”, disse. “Tanto é que os dois rompimentos que houve no Rio Galo foram de máquinas que romperam a tubulação, aí acaba dando um transtorno para a equipe técnica, um transtorno principalmente para os consumidores porque precisa fazer toda essa manutenção”, comentou.
Sobre a água estar preta em algumas residências, a engenheira esclareceu que isso acontece porque, quando há o reabastecimento do cano após uma despressurização, a água acaba levando também a sujeira presente na tubulação. “Nós estamos em uma região carbonífera e isso não é exclusivo de Cocal. Isso acontece em Cocal, Urussanga, Morro da Fumaça, Criciúma. Essa situação da água preta, infelizmente, é algo que não deveria acontecer, mas infelizmente, pela nossa região, pela nossa característica, acontece, e nós temos na nossa água substâncias, metais, que são permitidos pela legislação, que principalmente é o ferro e o manganês”, afirmou. Conforme Carla, a legislação permite um limite de 0,3 partes por milhão (ppm) de ferro e 0,1 ppm de manganês. “A nossa água sai em torno de 0,05 ppm”, destacou. Essa água presente nos canos por um longo período gera o depósito dessas substâncias.
Nesses casos, a engenheira afirmou que o Samae abre registros e hidrantes para que a água não chegue até os consumidores. Porém, na última situação, essa água acabou chegando em algumas residência. Carla frisou que os moradores não devem consumir esse tipo de água contaminada. “Procure o Samae para que a gente possa conversar e minimizar os danos causados a todos os consumidores”, alertou. Ouça mais detalhes do assunto:
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