A direção do Frigorífico D’tália garante que a contaminação de um lote de linguiça por Salmonella não ocorreu na empresa. A informação de que o lote 77 de linguiça estaria contaminada com a bactéria foi publicada no Diário Oficial de Santa Catarina na última quinta-feira, dia 14 de maio. Porém, de acordo com o diretor do Frigorífico D’tália, Rodolfo Cechinel, o procedimento fugiu dos protocolos que deveriam ser seguidos. “A gente recebeu com uma grande surpresa porque da forma que foi publicado e soltado aí na mídia a gente não esperava. A gente soube pela reportagem também de um jornal, sendo que seguiu totalmente ao contrário dos trâmites legais que acontecem”, disse, destacando que as análises são feitas mensalmente por Vigilâncias Sanitárias de municípios do estado todo.
Conforme Rodolfo, o Frigorífico D’tália ficou sabendo da situação na segunda-feira, dia 18, através de uma reportagem de um veículo de comunicação. Segundo o diretor, até os agentes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) ficaram sabendo do caso dessa forma. “Foi totalmente ao contrário, foi uma falta de respeito com as instituições do Estado, com a própria Cidasc, a própria vigilância, porque alguém do laboratório soltou uma nota direto, avisou que deu um lote lá direto com o jornalista”, comentou Cechinel. O diretor contou que a empresa entrou em contato com o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para saber qual produto deveria ser recolhido. “Eles disseram ‘não, a vigilância mandou para vocês’. Daí nós ‘não, não recebemos nenhum ofício’, ‘Não receberam?'”, mencionou. “Até o pessoal da Cidasc disse ‘Rodolfo, vocês têm que se manifestar, não sei se alguém tem raiva de vocês ou é concorrência ou é alguém de dentro da vigilância que possa ter feito isso’, porque essas análises acontecem diariamente”, falou.
O diretor do Frigorífico D’tália afirmou que, somente nessa terça-feira, dia 19, a empresa soube que o lote 77 supostamente contaminado era o da linguiça toscana. “A gente garante que de dentro do frigorífico não pode sair contaminação. A gente tem todos os controles, as análises em dia certinho, tudo mostrando que não tem contaminação”, destacou. “A gente fala em contaminação oblíqua, é quando pode ser fora do processo. Pode ter sido no transporte do mercado lá para o laboratório, pode ter sido no momento de preparar no laboratório”, disse. “Hoje, dentro do frigorífico, a gente garante que não é para ter contaminação”, acrescentou, salientando que, além das análises do próprio frigorífico, há as análises da Cidasc. O diretor do Frigorífico D’tália esclareceu mais detalhes sobre o tema em entrevista no programa Comando Marconi. Confira:
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