Uma cidade de apenas 18 mil habitantes, no Sul de Santa Catarina, vai receber um investimento privado de R$ 70 milhões. Cocal do Sul foi escolhida para a instalação de uma nova operação de atacarejo, com 4 mil metros quadrados de área de vendas, 250 vagas de estacionamento coberto e previsão de aproximadamente 150 empregos diretos. O investimento será feito pelo Grupo Giassi, que instalará uma unidade do Combo Atacadista. Segundo o diretor de patrimônio da empresa, Antonio Zanette, a escolha passou por uma análise do cenário econômico, do mercado local e até do comportamento dos consumidores.
“Cocal do Sul tem Plano Diretor bem definido, PIB crescente e elevado e um mercado que ainda não está saturado. Também já recebemos clientes de Cocal nas unidades de Içara e Criciúma”, explica Zanette. Na prática, a empresa identificou uma demanda que já existe fora do município. Parte dos moradores se desloca para cidades próximas para fazer compras, fator que, somado aos indicadores econômicos, entrou na avaliação para o novo investimento.
PIB passa de R$ 1 bilhão
Os números ajudam a entender por que uma cidade pequena em população comportará uma operação desse tamanho. Cocal do Sul tinha cerca de 17,2 mil habitantes no Censo de 2022 e chegou a uma estimativa de 18,1 mil em 2025, crescimento de aproximadamente 5%. O PIB atual estimado é de R$ 1,1 bilhão. Já o PIB per capita registrado em 2023 ficou próximo de R$ 63 mil, acima da média da Amrec, de aproximadamente R$ 55 mil. Além dos indicadores, a avaliação de que ainda existe espaço para novos concorrentes no setor supermercadista pesou na decisão.
Novo concorrente no mercado local
A chegada de uma operação com 4 mil metros quadrados de área de vendas deve alterar a configuração do varejo de alimentos em Cocal do Sul. A nova unidade entra na disputa tanto pelo consumidor que atualmente compra no município quanto por aquele que se desloca para cidades vizinhas.
Segundo Zanette, o formato de atacarejo também amplia a concorrência em preços, principalmente em alimentos e produtos de consumo cotidiano. O impacto sobre o comércio existente, no entanto, só poderá ser dimensionado depois do início da operação. A previsão apresentada até agora é de 150 empregos diretos, sem estimativa divulgada de vagas indiretas ou temporárias durante a construção.
Obras devem começar ainda em 2026
O pré-projeto foi apresentado nesta quinta-feira, dia 13, ao prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin. A intenção da empresa é iniciar as obras ainda neste ano e trabalhar, a partir daí, com prazo de aproximadamente oito meses para conclusão.
Magagnin avalia que a dimensão do investimento ganha relevância diante do tamanho do município e dos efeitos esperados sobre a economia local. “Quando um grupo deste porte decide investir em Cocal do Sul, está reconhecendo o crescimento do município. Além dos empregos, teremos mais concorrência e uma nova opção para a população”, afirma. O projeto prevê ainda 250 vagas de estacionamento coberto e uma estrutura arquitetônica diferenciada na entrada da cidade.
Colaboração: Kelley Alves / Assessoria de Imprensa




































