A médica angiologista Ana Nazário, de Cocal do Sul, representou o Brasil no ISTH 2026 (Congresso da International Society on Thrombosis and Haemostasis), realizado em Paris, na França, um dos mais importantes eventos científicos do mundo dedicados ao estudo da trombose, hemostasia e doenças da circulação. Em meio a pesquisas apresentadas por universidades, hospitais e centros de referência internacionais, a médica levou dois trabalhos científicos brasileiros, selecionados para apresentação ao lado de instituições de grande prestígio, como Hospital Israelita Albert Einstein, Unicamp, Hospital Universitário Pedro Ernesto e diversos centros de excelência de outros países.

Mais do que apresentar resultados científicos, a participação brasileira chamou atenção por trazer propostas inovadoras voltadas à prevenção e à educação em saúde. O primeiro trabalho apresentou ao público internacional o Lyon, mascote da campanha Circulando Sempre, criado para comunicar, de forma leve, acessível e memorável, mensagens sobre prevenção da trombose. A iniciativa mostrou como a humanização da comunicação pode aproximar ciência e população, despertando interesse inclusive entre pesquisadores e profissionais de diferentes países. A proposta reforça a campanha mundial World Thrombosis Day, ampliando o alcance da conscientização por meio de uma linguagem acolhedora e de fácil compreensão.

O segundo trabalho apresentou uma experiência inédita de saúde pública desenvolvida no Sul de Santa Catarina: a criação de leis municipais de conscientização e prevenção da trombose, aprovadas por unanimidade nos municípios de Cocal do Sul e Morro da Fumaça no final de 2025. A iniciativa demonstra como ações locais podem transformar conhecimento científico em políticas públicas permanentes, incentivando educação, prevenção e promoção da saúde.

Para a doutora Ana, a participação no congresso representa mais do que uma conquista pessoal. “Estar em um evento dessa magnitude, apresentando projetos desenvolvidos no interior do Brasil ao lado de alguns dos maiores centros de pesquisa do mundo, reforça que boas ideias, quando fundamentadas na ciência e no compromisso com as pessoas, podem ultrapassar fronteiras. Foi uma oportunidade de mostrar que o Brasil também produz inovação em saúde e pode contribuir com soluções originais para desafios globais”.

A experiência também fortaleceu conexões internacionais e abriu novas possibilidades de colaboração científica, ampliando a visibilidade de iniciativas brasileiras voltadas à prevenção da trombose. A participação da médica reafirma que investir em pesquisa, educação e políticas públicas é um caminho capaz de levar projetos desenvolvidos em municípios brasileiros para os principais palcos da ciência mundial, inspirando novas ações de prevenção e mostrando que conhecimento produzido localmente pode gerar impacto global.

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