A Associação Urussanguense de Famílias Atípicas (Aufa) foi oficialmente formada nessa segunda-feira, dia 22 de junho. A diretoria é composta por doze pessoas. Roberto Ronconi é o presidente, enquanto Amanda Azevedo é a primeira-secretária. “A sociedade veio para acolher, não só crianças atípicas, mas como crianças especiais também”, destacou Amanda. “Porque nós sabemos que não é fácil, não vamos romantizar o autismo, o dia a dia é desafiador”, acrescentou.
A entidade é independente, ou seja, por enquanto não tem apoio financeiro do poder público e nem incentivo da iniciativa privada. A secretária afirmou que é importante ter esse apoio e espera que, futuramente, a associação receba esse respaldo. “Vai ser benefíco para todas as famílias e nós precisamos disso aqui”, ressaltou. Amanda também solicitou apoio das pessoas que queiram participar dessa causa e enfatizou que a ajuda será muito bem-vinda.
Ainda de acordo com Amanda, estão surgindo muitas crianças com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Nós precisamos ampliar, trazer mais profissionais qualificados. Ajuda na escola também, para que as pessoas saibam lidar com essas crianças”, salientou, mencionando a necessidade de um olhar diferenciado com amor e respeito. Ouça a entrevista realizada no Comando Marconi na íntegra:
A associação pretende ainda apoiar as famílias que têm pessoas com alguma necessidade. “Nós sabemos que muitas das mães são mulheres solteiras, que cuidam daquela criança sozinha, então nós queremos também abraçar você que é mãe e está precisando ser acolhida”, lembrou Amanda. “Hoje muito do preconceito vem da falta de conhecimento, nós queremos trabalhar muito isso”, declarou o presidente Ronconi.
Amanda tem um filho autista de 3 anos de idade e destacou a dificuldade no dia a dia de criar o seu filho, mas também olhou de forma positiva para a situação. “Não é fácil você ter uma criança autista, muda toda a sua questão de olhar, mas te transforma como pessoa”, disse, ainda comentando sobre a sobrecarga que as mães atípicas sofrem em suas rotinas. “Ao longo desse tempo, Deus veio falando muito no meu coração que o autismo não veio para nos destruir, ele veio para nos reconstruir como pessoas aqui na terra”, acrescentou.
Roberto também tem um filho com autismo, de 14 anos. “Quando eu descobri também foi um baque. Eu não sabia o que fazer”, contou. “A primeira pessoa autista que eu conheci foi o meu filho, então comecei buscar conhecimento, buscar apoio nisso”, afirmou. Os integrantes da Aufa enalteceram a importância de buscar acompanhamento e terapias para o desenvolvimento das crianças atípicas.
NOVA DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO URUSSANGUENSE DE FAMÍLIAS ATÍPICAS
Diretoria
Presidente: Roberto Ronconi
Vice-Presidente: Vinicius Zajaczkowski
Primeiro Secretário: Amanda de Souza Rocha Azevedo
Segundo Secretário: Daiane Islaine Maciel de Jesus
Primeiro Tesoureiro: Silvana Hildebrando Delfino
Segundo Tesoureiro: Vanessa Castelo Branco
Conselho Fiscal:
Titulares:
Abmael Dagmar Ribas
Arnon Braz Mazzucco
Francieli De Bona
Suplentes:
Tania Maria Gregório Bonetti
Mariana Fernandes Vieira
Maria Raquel Duarte de Lima







































