O Procon de Urussanga está alertando os consumidores sobre problemas recorrentes na contratação de empresas de limpa-fossa encontradas pela internet. De acordo com a coordenadora do setor, Tatiane da Costa, diversos relatos de moradores que foram prejudicados com esse tipo de serviço foram registrados nos últimos dias. Segundo Tatiane, as pessoas encontram essas empresas na própria internet e acabam contratando os serviços, no qual não é passado um orçamento prévio. “Eles dizem que são empresas de Criciúma ou de Içara, e quando vai ver não são daqui, ou é Florianópolis, uma matriz, ou eles não têm nem escritório”, contou. O consumidor questiona qual será o valor do serviço, no qual respondem que o valor será passado após a limpeza da fossa. “Quando vai ver são R$ 7 mil, R$ 10 mil, R$ 11 mil”, disse Tatiane. “A incidência no Procon está sendo enorme, muita gente sendo prejudicada, lesada”, afirmou.

Conforme Tatiane, muitos consumidores só recebem a informação sobre o valor após a execução do serviço e, diante da situação, acabam efetuando o pagamento, mesmo quando a cobrança é considerada elevada. Em alguns casos, a nota fiscal apresentada também possui endereço diferente daquele informado no momento da contratação. Segundo Tatiane, os consumidores devem ficar atentos na hora de contratar o serviço, principalmente se a busca for feita na internet. A orientação é verificar informações como o CNPJ, endereço físico e a procedência da empresa antes de fechar qualquer negociação. A coordenadora relatou que as reclamações recebidas pelo Procon envolvem prestadores de serviços de outras cidades e até de outros estados. O assunto foi abordado em entrevista, ouça:

Parte 01

 

Parte 02

 

Nesses casos, como o pagamento acaba sendo realizado, o Procon não consegue resolver a situação de forma imediata. De acordo com Tatiane, o órgão de Urussanga está emitindo uma declaração de que o morador lesado procurou auxílio no Procon, para que a pessoa possa utilizar ela em um boletim de ocorrência na polícia. “Depois a gente vai instaurar um inquérito para eles irem atrás de um advogado, com toda a documentação feita pelo Procon, para colocar, quem sabe, na justiça”, disse. “Eu tenho certeza que se não for pelo meio administrativo, o judicial os pega”, acrescentou.

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