Conhecida como uma das profissões mais antigas da humanidade, a engenharia de agrimensura permanece essencial para o planejamento territorial e a execução de obras. O profissional da área lida com questões como regularização fundiária e planejamento urbano e rural. Para Carlos Sorato, engenheiro agrimensor e sócio proprietário da Soma Topografia, a profissão garante segurança jurídica à matrícula e ao terreno do proprietário. O Dia do Engenheiro Agrimensor foi lembrado na última semana, no dia 4 de junho. Para celebrar a data e destacar a importância da profissão, o programa Ponto de Encontro realizou uma roda de conversa com diferentes engenheiros agrimensores. Além de Carlos Sorato, o prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin; o ex-prefeito de Orleans, Valmir Bratti; e o ex-prefeito de Gravatal, Nardo Nesi, participaram da conversa. Ouça na íntegra:
Parte 01
Parte 02
Para Valmir, ser um engenheiro agrimensor é motivo de muita gratidão. Sua formação ocorreu na Fundação Educacional de Criciúma (Fucri), hoje conhecida como Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). “Tivemos um aprendizado muito grande, aprendemos muita coisa, praticamos muita coisa. É uma profissão que, hoje, quem gosta de trabalhar é gratificante, além de gratificante, dá muito dinheiro”, falou. Além de engenheiro e ex-prefeito, Valmir atuou como professor, lecionando matérias na antiga Escola Rainha do Mundo, e também na faculdade em Orleans. Ademir, atual prefeito de Cocal do Sul, reforçou que a profissão é muito nobre. “Nada se começa na engenharia sem que primeiro esteja lá o engenheiro agrimensor”, destacou.
Na área, Nardo também atuou como professor universitário na antiga Fucri. “Dei aula de desenho técnico e topografia 1 e 2, e também na parte de física, química, matemática, nessas áreas que a gente tem um pouco de conhecimento, a gente trabalhou também”, falou. Nardo contou que atuou em quase 70 municípios ao longo de sua carreira como agrimensor. “Eu comecei a minha vida profissional no DR, Departamento de Estrada e Rodagem. E, lá no Oeste, lá era o agrimensor e mais um monte de gente que fazia tudo na época. Na época não tinha esse negócio de computador, não. Era a facete lá, era levantar no campo, era botar o piquete, era abrir a picada, era fazer tudo. Hoje está muito fácil. Hoje eu faço o serviço de agrimensura com o drone”, relembrou. “Agora, o nosso esforço de elencar a engenharia de agrimensura foi muito grande”, acrescentou.
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