Com 73 anos, o padre Ludgero Antônio Feldhaus tem sua trajetória de vida marcada pela fé. Atualmente, Ludgero é vigário paroquial na Paróquia Santa Bárbara, em Criciúma. O sacerdote nasceu no interior de Rio Fortuna, no Rio Chapéu. Quando tinha 2 anos de idade, mudou-se junto com seus pais para a comunidade de Aiurê, no município de Grão-Pará, onde viveu toda a sua infância até se tornar padre.
O sacerdote lembra que sua família sempre foi muito religiosa. “A minha família sempre foi muito participativa na comunidade, e depois eu tinha também na família de tias que eram religiosas, na parte da mãe eram três tias que se consagraram à vida religiosa”, conta. “Elas faziam visita e sempre aquela pergunta, nós éramos uma família de 11 irmãos e elas sempre faziam aquela pergunta, ‘ninguém vai querer ser padre?’, e sempre repetindo aquilo”, ressalta.
O padre Ludgero descreve como foi a sua infância e o encorajamento passado pelas pessoas próximas a ele. “Levei uma vida muito normal, vivendo na família, na comunidade, morava até perto da igreja, fui coroinha já desde criança, ainda peguei um pouquinho ali a transição, a missa do latim para o português”, relembra. “E assim a gente foi crescendo, desenvolvendo, até fazendo ali o primário, e depois entrando no seminário para seguir a missão, na formação, para ser padre”, salienta.
Ludgero enaltece a proximidade com sacerdotes da época. “Tinha uma amizade também com padres, que a casa dos meus pais sempre foi uma referência dos padres que visitavam, paravam lá em casa, então teve sempre um contato muito próximo, um incentivo para despertar também essa vocação. Então a origem da vocação, ela nasceu ali, dessa família bem participativa, bem religiosa e motivadora, incentivadora das vocações também”, acrescenta.
Além do incentivo das pessoas próximas a ele, Ludgero ressalta que a decisão de se tornar padre veio com o tempo e se intensificou quando ele realizou estágio no seminário. “Muito mais ainda por uma novidade, conhecimento, não tanto definir se vou ser padre, né? É uma curiosidade, de amadurecer essa decisão. O início dessa caminhada e aí começou toda uma caminhada de seminário, de formação, de orientação”, conta. “A gente foi crescendo num ambiente, assim, também propício para isso e a gente foi cultivando”, completa.
O sacerdote aponta o período que teve certeza sobre a sua decisão. “Eu poderia dizer assim que foi mais no tempo da teologia do que nos estudos anteriores, essa decisão assim firme e consciente, disse ‘não, é isso mesmo que Deus, ele quer de mim’. E aí a coragem de dizer sim, para poder se colocar a serviço do reino”, conta. Ouça a entrevista completa:
A mãe de Ludgero sempre conversava com ele e o lembrava sobre as dificuldades de seguir a vida como padre, para conscientizá-lo. “A minha mãe até mesmo, ela dizia assim, ‘mas se tu quiser ser um apóstolo de Jesus, mas é para sempre, não é só para ser ordenado e depois desistir’ e ela falava assim, da dificuldade, das coisas que eu tinha que renunciar, pra estar a serviço”, enfatiza.
Trabalhos sacerdotais
O padre Ludgero passou pelo Seminário de Tubarão e após a sua ordenação, foi para Imaruí, que pertencia a Diocese de Tubarão, onde ficou dois anos. “O Dom Osório, que daí era o bispo titular, me convidou para voltar de novo para o seminário, para a parte de orientação, trabalhar junto no seminário”, conta. “E aí eu trabalhei sete anos ali como formador, orientador, depois tive três anos também assumi a parte da economia, a reitoria, e depois de sete anos fui para o Jacinto Machado, aí vim aqui para o Sul, e no Jacinto Machado fiquei nove anos”, relembra, mencionando que estava sossegado.
“Aí foi criada a Diocese de Criciúma. E aí naquele ano, Dom Paulo, ele disse, ‘olha, nós temos que começar o seminário e eu quero alguém que já tenha experiência em seminário’, e foi me motivando assim para voltar de novo para o seminário”, disse. Ludgero enfatiza que não tinha desejo de retornar aos trabalhos no seminário, ele queria trabalhar com paróquias, mas o Dom Paulo o convenceu. “Eu acho que foi mais difícil dizer sim para voltar para trabalhar no seminário do que para ser padre”, salienta Ludgero.
O sacerdote passou também pela Paróquia de Meleiro, onde ficou durante 11 anos e após, teve a oportunidade de ir para Criciúma. “Bispo quis me transferir, e aí me deu a possibilidade de trabalhar aqui na Paróquia de Santa Bárbara, aí já como vigário paroquial. Já entrando assim um pouquinho na parte de um trabalho assim mais leve, sem aqueles compromissos mais de tomar a decisão e aí estou aqui junto com o padre Vilson realizando agora o trabalho aqui”, destaca. No dia 12 de setembro deste ano, Ludgero completará 45 anos como padre. “Dia 12 de setembro era o aniversário do Dom Anselmo, que era o nosso bispo, e nesse dia ele estava completando 75 anos de vida”, menciona.






































