Diferente do que muitas pessoas pensam, a urologia não é uma área médica masculina. A especialidade trata tanto homens como mulheres, como em casos de incontinência urinária, infecção urinária e outros problemas que afetam o aparelho urinário, como nos rins, bexiga e uretra. “Tem uma gama de patologias gigantes, é uma área bem ampla. Tem patologias predominantemente femininas, mas ainda a maioria acaba sendo masculina, por isso que no consultório geralmente a predominância ainda é homem”, destacou o urologista Fábio Borges. Em entrevista, o doutor salientou que a tecnologia tem evoluído cada vez mais em prol da medicina. “A urologia foi a área que mais se beneficiou das tecnologias que têm no mercado. A cirurgia robótica é boa para todas as especialidades, cirurgia torácica, cirurgia oncológica, mas para a uro, ela foi um marcadores, um divisor de águas”, pontuou.
Conforme o doutor Fábio, é possível ter uma boa recuperação após uma cirurgia robótica, apresentando poucas sequelas cirúrgicas. “Uma cirurgia oncológica aberta tem 20% de chance de incontinência urinária e 20% de disfunção erétil, pode ter os dois. Então, a cada dez pacientes que têm a cirurgia, um fica com incontinência urinária, um fica com disfunção erétil e, às vezes, pode ter as duas coisas. Na robótica esse caso cai para menos de 3%. A recuperação é rápida. A outra é 60 dias, a robótica: 7, 10, 15 dias, ele está zero, o paciente está muito bem”, exemplificou o urologista. O doutor Fábio participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e falou mais sobre os avanços na especialidade. Ouça na íntegra:
O especialista destacou que as cirurgias robóticas não são tão recentes assim. Conforme Fábio, a prática começou a ser realizada há mais de 15 anos em países de primeiro mundo. “No Brasil já tem uns 10 anos que as capitais, principalmente São Paulo, que tudo meio que começa por São Paulo, já vem operando e usando essa tecnologia”, disse. “Conforme vai progredindo, começa a expandir para outros estados. Foi para Porto Alegre primeiro, aí veio para Santa Catarina”, acrescentou, frisando que Florianópolis já possui e há planejamento para colocar esses robôs em Tubarão e em Criciúma. “É uma tecnologia boa e que vai começar a ser funcional no SUS”, afirmou. “Alguns locais específicos vão conseguir fazer essa cirurgia. Ainda não está definido aonde e tudo, mais vai ter”, pontuou.
O urologista esclareceu que há três tipos de cirurgia: a aberta, videolaparoscópica e a robótica. A aberta é a mais tradicional, no qual é realizada o corte com o bisturi. A videolaparoscópica já é minimamente invasiva e utiliza pinças em uma espécie de alavanca. “Na robótica, o cirurgião principal, no início da cirurgia, ele entra em campo junto com mais um ou dois auxiliares, outros dois, três urologistas, para fazer toda a instalação, docar o robô, que a gente fala, colocar os braços, fazer as incisões, colocar as pinças e deixar tudo pronto. Depois que fez tudo isso, ele sai e vai para um console, que geralmente é do lado, é na mesma sala, mas do lado. Ele encaixa a cabeça em um óculos, onde ele tem uma visão tridimensional de dentro da barriga e consegue ver estruturas que nem na vídeo, que nem na aberta consegue ver”, explicou.





































