O Dia do Enfermeiro é comemorado em 12 de maio. Para destacar a data, profissionais da Unimed Criciúma participaram de uma entrevista especial no Ponto de Encontro dessa terça-feira, dia 12. “Enfermagem não é só uma vocação, mas sim um propósito. Essa arte de cuidar, eu acho que vai muito além, é algo muito gratificante”, ressaltou a enfermeira Liliane Rodrigues, do centro cirúrgico. Os profissionais contaram como surgiu a vocação para serem enfermeiros. “A parte de coração, emoção, sempre foi muito mais presente na minha vida. Eu sempre cuidei dos meus avós, então eu vi a necessidade de poder trabalhar com algo que eu pudesse ajudar as pessoas no momento que elas estavam mais precisando”, contou.

O enfermeiro Sandro Rossi começou na enfermagem há 23 anos. O profissional iniciou como técnico de enfermagem e atualmente trabalha no setor do centro cirúrgico. “A gente trabalha diariamente ali com as pessoas, então, o contato, assim, é gratificante poder estar num momento, às vezes, de fragilidade da pessoa, mas estar ali dando aquele apoio, dando aquela mão amiga que sempre precisa”, descreveu Rossi. A enfermeira Lisiane Boer tem 23 anos de enfermagem e quase 20 anos na parte de cuidados neonatais e pediatria. “Essa vontade veio do querer cuidar. É de família, vamos assim dizer. A família já veio com esse conceito de cuidado e a Lise foi atrás das gerações”, afirmou Lisiane.

Segundo Liliane, o dia a dia da enfermagem é algo intenso e dinâmico. “Não tem muita rotina na vida do enfermeiro, mas o nosso acolhimento é o principal foco”, disse. “Esse olhar diferente, o cuidado com o próximo, eu acho que o nosso dia a dia é baseado nisso, em tentar trazer um cuidado, um olhar humanizado para os nossos pacientes e tentar levar conforto para o momento que eles estão mais precisando”, acrescentou. Para os pacientes, os momentos de cirurgia são complexos. É um evento, algo fora do cotidiano das pessoas, que exige um tratamento dos enfermeiros para acalmar os familiares e até os próprios pacientes. Ouça a entrevista completa:

 

Além dos trabalhos que são de responsabilidade dos enfermeiros, os profissionais também precisam ter empatia para preparar as pessoas para momentos desconfortáveis e delicados. Lisiane vive isso no cotidiano. “É uma parte bem sensível. Eu sempre digo que quando a gente está falando em UTI neonatal, os pais quando se preparam para a questão de gestação, em nenhum momento passa pela cabeça desses pais que a criança vai precisar de uma UTI”, explicou. “É um momento muito frágil para os pais. Tem um desespero. E parte da enfermagem toda aquela questão do cuidado, aquela questão de acolher. Eu sempre digo que às vezes a gente não tem a palavra certa, mas o toque, o fato de a gente conseguir encostar, um abraço, um pegar na mão, já tem muitas palavras para esses pais”, descreveu.

Apesar de existir o profissional, atrás do enfermeiro existe o lado humano. Lisiane explanou sobre como não levar o que acontece no trabalho para dentro de casa, de sua vida particular e pessoal. “Nós somos 100% seres humanos, então a gente tem que trabalhar. Dizer que a gente não leva nada para casa, estamos errados. Levamos, mas a gente tem que aprender a controlar, porque em casa é outra dinâmica, é um marido, um filho, então a gente tem que ser um pouquinho técnico e tentar separar”, explicou sobre o equilíbrio emocional.

Ainda em entrevista, a profissional da área pediátrica contou duas histórias que marcaram ela com dois pontos de vista diferentes. “Bebê que chega muito pequeno, muito prematuro, muitas vezes eles ficam por dois meses, três meses, quatro meses internados. Então tem toda a questão de uma rotina, um convívio com a família, um acolhimento. E quando a gente pode se despedir, dar o tchau de ir para casa, que é o que a mãe tanto esperava e o que ela pensou desde o início da gravidez, isso é muito reconfortante”, salientou. Entretanto Lisiane também destacou o outro lado, contando a história de uma criança. “Ela tinha em torno de uns sete anos, e ela olhou para mim, uma criança oncológica, e ela falou para mim: eu estou cansada, mas eu não queria que a minha mãe sofresse, eu queria que tu ajudasse ela. E essa criança, ela partiu, ela fez a partida dela num jeito muito pleno”, disse.

Os profissionais falaram sobre as diferenças de função entre o enfermeiro e o médico. Eles explicaram que o enfermeiro está mais perto do paciente, faz a ponte entre as famílias, entre o próprio paciente, entre o médico e até a instituição. “Eu gosto de fazer uma comparação, assim, que a enfermagem é como se fosse o carro abre-alas. Ele que faz a entrada, ele que cuida, ele que está ali todo dia, do lado”, descreveu Lisiane. “Quem fica ali o dia inteiro cuidando do paciente diante de qualquer intercorrência é a enfermagem”, completou.

Os profissionais também disseram qual é a maior dificuldade na profissão para eles. “O desafio maior da enfermagem é conseguir mesmo conciliar esse equilíbrio emocional com a parte de a gente lidar com os conflitos e o dia a dia do enfermeiro, a intensidade. A gente conseguir prestar um cuidado para o próximo, cuidar dos outros, mas não esquecer de cuidar de si mesmo”, explicou Liliane. Sandro falou sobre a dificuldade de dar uma notícia ruim e não saber como falar para as famílias. Assim como ele, a Lisiane também contou que sua maior dificuldade é notificar, ou seja, trazer as notícias ruins aos familiares.

Sobre a Unimed

Sandro explicou que o jeito da Unimed trabalhar vai ao encontro da segurança do paciente. Existe o processo de cirurgia, após o procedimento o paciente fica em uma recuperação pós-anestésica e é acompanhado tanto pela enfermagem, quanto pelo médico anestesista. “Depois o paciente é encaminhado ambulatoriamente para casa e daí fica com os cuidados do seu cirurgião. Ou ele fica internado e daí parte do cuidado da enfermagem no setor de internação e o médico vai dando os suportes que precisa”, frisou. Lisiane completou falando sobre o acolhimento dos funcionários com os pais na UTI pediátrica e neonatal. “É o médico, o enfermeiro, assistente social, psicologia, tudo isso é reunido no setor para poder acolher e garantir esse cuidado, essa interação dos pais e ele entender tudo o que está acontecendo”, disse.

Na UTI pediátrica, os profissionais buscam sempre deixar os pais próximos às crianças. Além disso, a Unimed proporciona o Pet Terapia, o que faz com que a criança fique animada ao encontrar o animal. Em datas comemorativas a postura da instituição não é diferente. “São pequenas coisinhas, Dia da Criança, Dia das Mães, Páscoa, sempre tem alguma atividade para a gente poder fazer com que toda a família Unimed e todos os pacientes possam estar participando de um jeito diferente”, ressaltou Lisiane. O Grupo Unimed conta com três hospitais próprios. O Hospital São João Batista, o Hospital Unimed e o Hospital Conventos, o HCon, que fica em Araranguá. O grupo também conta com uma rede de laboratórios, que é o Búrigo Unimed, com mais de 20 postos de coleta espalhados por toda a região. Cinco salas de vacina e outras opções para cuidar da saúde de seus pacientes.