A história de resistência, coragem e compromisso com os direitos humanos ganha as telas com a cinebiografia de Derlei Catarina de Luca, que será apresentada ao público no dia 22 de maio, às 19h30, no auditório Rui Hülse, na Unesc, em Criciúma. O documentário, com duração de 1h48, propõe uma reflexão sobre a importância da memória e da preservação dos valores democráticos. Alcides Goulart Filho, um dos idealizadores do projeto, destacou que a obra busca acompanhar a trajetória de vida da catarinense que lutou pela democracia. “Muitos devem conhecer a Derlei, que foi presa, torturada, clandestina, exilada durante a ditadura e, depois, quando retorna do exílio, segue a vida inteira lutando para a recuperação dos mortos desaparecidos”, disse, acrescentando que a produção conta com o estilo “documentário vivido”, ou seja, passa por lugares onde Derlei viveu. “Ela fez uma vida de militância por várias cidades do Brasil: São Paulo, Rio, Salvador, Curitiba, e nós fomos nesses lugares”, contou. Outros países também foram visitados para a gravação da cinebiografia, como Chile, Panamá e Cuba.
Segundo Alcides, Derlei, que faleceu em 2017, relatou que o momento que mais a marcou durante a época da ditadura não foi a prisão ou a tortura. Em 1972, a polícia foi até a casa de Derlei e prendeu o marido dela. Os policiais procuraram a catarinense, mas não a encontraram porque ela estava utilizando um nome falso. “A polícia vai embora e ela está com o filho. Então ela sai desesperada pela rua e deixa o filho no hospital lá em Londrina, na mão de uma pessoa que ela nem conhecia, nem sabia quem era”, disse o idealizador da obra. Derlei ficou longe do marido e do filho durante cinco meses, escondida da polícia. Durante esse período, o contato entre a família foi recuperado, mas foi separado novamente, quando Derlei ficou dois anos e meio longe do filho. “O que Derlei fazia, era nada demais. Ela tinha uma organização política, como existem várias hoje no Brasil. Ela fazia reunião, fazia panfletagem (…), fazia uma reunião com o grupo, fazia uma reunião para fazer uma manifestação, para lutar pelo salário, fazer reinvindicação. Era coisa que nós fazemos hoje no cotidiano”, falou. Ouça mais do assunto:







































