Alimentação saudável, prática regular de atividades físicas, estar com a mente ativa, manter boas relações sociais e dormir bem. Esses são os cinco pilares essenciais para um envelhecer com mais qualidade de vida e saúde. Para a geriatra Francieli Galvan Corso, o envelhecer bem vai muito mais além do que não precisar tomar remédios. “Requer a gente saber como foram os hábitos de uma vida para saber se esse envelhecimento está sendo bem-sucedido”, falou. De acordo com a doutora, se o cérebro da pessoa não está sendo atuante, o corpo também fica prejudicado. “Acaba que tudo fica uma consequência, uma cascata de problemas se o nosso cérebro não está bem”, afirmou. “De todos esses pilares, realmente manter o cérebro ativo, os outros em consequência também vão caminhar junto, você vai, consequentemente, ter mais disposição para realizar uma atividade física, mais disposição para querer se alimentar bem, para dormir bem. Então realmente a nossa mente comanda muita coisa”, salientou.
A especialista ainda pontuou que conversar sobre isso com o paciente é um dos grandes desafios da geriatria. “Hoje em dia muitos buscam o consultório perguntando se tem alguma medicação, por exemplo, para ajudar na mente, alguma medicação que ajude a perder ou ganhar peso, dependendo do caso. Eles buscam muito essa questão medicamentosa, como se tivesse uma pílula mágica”, comentou. A doutora Francieli ressaltou que, se o básico for feito desde a juventude, o envelhecimento chegará com mais tranquilidade. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a geriatra no programa Ponto de Encontro. Ouça e entenda mais do tema:
Em sua especialidade, a doutora observa que muitos pacientes acabam se sentindo perdidos após a aposentadoria. Por isso que é fundamental que os cinco pilares de um envelhecer com saúde sejam mantidos. “Não é porque parou de trabalhar que a vida para. Tem que seguir ativo. Às vezes fazer uma viagem, procurar ver aqueles amigos que antes não tinha tempo justamente porque estava trabalhando, procurar ter boas relações. Às vezes começar a praticar uma atividade física que antes não tinha tempo para fazer”, falou. “Sair com os amigos, participar dos clubes de mães, brincar com os netos, ter bons momentos em família. Isso tudo, por exemplo, ajuda não só a saúde cognitiva, mas a emocional e está diretamente relacionada a um bom envelhecimento”, falou. A geriatra reforçou que nunca é tarde para iniciar bons hábitos de saúde ou conhecer novas pessoas. “A população está envelhecendo e a nossa busca é que esse envelhecimento seja bom, que não seja algo custoso, algo difícil”, pontuou.
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