O Ônibus Lilás estará em Urussanga durante esta quinta-feira, dia 25, na praça Anita Garibaldi. A iniciativa é uma parceria do Governo do Estado com a prefeitura, através da Secretaria de Assistência Social. De acordo com a secretária da pasta, Sinara Elias Freccia, o ônibus possui duas salas, onde as pessoas, principalmente as mulheres, podem conversar e buscar mais informações sobre a violência contra a mulher. “A gente quer que as mulheres se sintam acolhidas e que elas tenham coragem de colocar o que está acontecendo. A gente não vai reprimir ninguém, a tarefa do Ônibus Lilás é, por outros meios, tentar fazer com que as mulheres se abram”, comentou. O ônibus ficará na praça até as 16h30, sem fechar ao meio-dia, para poder também atender as mulheres que trabalham no comércio.
Além do Ônibus Lilás, segundo Sinara, outras ações serão realizadas na praça Anita Garibaldi. As equipes da Secretaria de Assistência Social, além do Procon, estarão no local atendendo as pessoas. Também haverá aula de zumba, design de sobrancelhas e atividades artísticas durante o dia. “Eu gostaria de convidar todas as mulheres para participar. É a primeira vez que a gente está recebendo o Ônibus Lilás em Urussanga. É um assunto importante, é um assunto polêmico. A mulher tem que ter muita coragem, porque a gente tem muita discriminação”, pontou Sinara. Ouça mais detalhes do assunto:
A cabo Elaine Benincá Cardoso, da Polícia Militar de Urussanga, destacou que os serviços do Ônibus Lilás não são destinados somente às mulheres vítimas de violência doméstica. Pessoas que quiserem orientação sobre o assunto para poder ajudar vítimas podem ir ao Ônibus Lilás. A cabo ainda salientou sobre a Lei Maria da Penha, que dá todo o amparo à mulher vítima de violência. “A lei protege muito a mulher. Então é nisso que a gente entra, tenta orientar, tenta esclarecer para elas as medidas protetivas que têm”, comentou. “Pelo menos no primeiro momento, uma das medidas protetivas mais importantes é o afastamento do lar desse agressor”, afirmou, acrescentando que muitas mulheres possuem medo de denunciar seus agressores por não saber detalhes da lei. Denúncias podem ser feitas através do 190 e 180.
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