Com a instauração de uma sindicância, o possível caso de fura-fila na Secretaria de Saúde de Urussanga está sendo investigado pela prefeitura. Em entrevista, o secretário de Administração e presidente do MDB municipal, Vânio Comin, falou sobre a situação. Segundo Vânio, a cronologia dos fatos iniciou no dia 6 de março, com o recebimento da denúncia. No dia 7, a prefeitura recebeu uma possível prova do caso. No dia 10, o então secretário de Saúde, Luan Varnier, solicitou exoneração do cargo e, no dia 14, a sindicância foi aberta.
Sobre as falas do ex-assessor parlamentar do MDB, Luciano Giordani Schimitz, de que representantes da prefeitura sabiam do assunto desde fevereiro (LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO AO FINAL DESTA MATÉRIA), Vânio afirmou que não falou com o advogado sobre isso. “Eu não tive, ele sabe, eu não tive assim uma fala com ele a respeito disso, ele sabe disso, eu não sei realmente quando ele falou isso, se falou, para quem falou, mas eu tenho aqui a ordem que nós recebemos lá, a ordem cronológica”, falou. Vânio alegou que a denúncia chegou à administração através de alguns murmúrios nos corredores e que “depois alguém deve ter levado de forma mais efetiva, mais oficial, dessa forma”, disse.
Comin ainda comentou que foi necessária uma análise antes da abertura da sindicância. “Também não podemos tomar atitudes levianas, eu acho que tem que ter toda uma maturidade para assumir e para tomar decisões, eu acho que tem um tempo de maturação para perceber que realmente aconteceu, supostamente aconteceu, porque pode ter ali brigas pessoais também”, comentou. “Nós primamos por ser mais prudente, aguardar mais fatos e informações e assim o murmuro começou a fervilhar mais, então aconteceu essas ações ali, a determinação da abertura da sindicância e outros fatos. Então tem que ter um pouquinho de prudência também”, acrescentou.
O secretário de Administração afirmou que a denúncia de fula-fira na Saúde é gravíssima e que está sendo investigada pela sindicância, que tem uma comissão formada por três servidores efetivos. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com Vânio Comin no programa Comando Marconi. Confira:
Vânio ainda abordou sobre as falas de Luciano de que a prefeitura não teria dado suporte às servidoras que foram desacatadas no Centro de Especialidades Médicas na semana passada. “A prefeita determinou, naquele dia, que fosse o nosso jurídico e o chefe de gabinete. Eles tiveram lá averiguando a situação, dando acalento a elas”, disse. “Nós entendemos que elas devem ter ficado muito abaladas, com certeza, né? As meninas que fazem, desenvolvem um bom trabalho lá, mas aconteceu”, comentou. Segundo Comin, a secretária de Saúde, Camila Martins, também esteve conversando com as servidoras desacatadas.
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