Faltando dois dias para a estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico do Criciúma, Zé Ricardo, concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, dia 2, antes do treinamento no CT Antenor Angeloni. O treinador foi questionado sobre a importância do fator casa, do nível de competitividade do campeonato e, claro, sobre a escalação da equipe para a partida contra o Operário, na próxima sexta-feira, 4.
Nos jogos no Heriberto Hülse, o Tigre tem deixado a desejar nesta temporada, com apenas duas vitórias em sete partidas. Em casa, o Criciúma sofreu uma derrota para o Caravaggio e empatou com Barra, Santa Catarina, Marcílio Dias e Joinville — o último resultando na eliminação no Campeonato Catarinense após decisão nos pênaltis. O técnico Zé Ricardo destacou a importância de recuperar a força no Majestoso para conquistar os objetivos da temporada.
“A gente vai precisar muito do Heriberto Hülse. A equipe que quer subir, como a gente, vai precisar jogar bem em casa e conquistar pontos. Temos que fazer do Heriberto nosso alçapão, nossa fortaleza”, disse. “Isso foi demonstrado durante os jogos aqui, mesmo que nos últimos a gente não tenha conseguido trazer os três pontos, mas peço paciência à torcida, que sabe que são jogos equilibradíssimos. É fundamental que a gente esteja junto, porque torcer sempre na vitória é mais fácil, mas o que a torcida tem demonstrado, durante não só esse período, mas também o histórico da torcida do Criciúma, que sempre esteve presente em todos os momentos do clube, inclusive nos momentos mais difíceis”, completou.
Sobre o nível da competição nacional, o treinador destacou o números de estrangeiros permitidos pela CBF na Série A. Segundo o comandante do Criciúma isso faz com que atletas brasileiros que teriam mercado na primeira divisão acabam tendo que jogar a Série B. “A cada ano que passa, o Campeonato Brasileiro, não só da Série B, mas também da Série A e das outras séries, tem aumentado o nível de competitividade e de concorrência. Isso, em virtude de muitos critérios, principalmente pelo fato de a gente ter hoje um número de estrangeiros podendo jogar na Série A, nove jogadores por clube. Isso faz com que muitos atletas, que até então estavam disputando a Série A, fiquem sem espaço no respectivo clube e acabam vindo também para equipes da Série B, Série C. Isso acaba aumentando o nível da competição”, avaliou.
Dúvidas sobre o time que começa a Série B
Sobre o jogo contra o Operário, na próxima sexta-feira, às 21h, no Majestoso, o treinador falou sobre a dúvida no gol, se joga Kauã ou Caique, que teve um episódio de indisciplina na intertemporada. Segundo o treinador, ainda não está definido. “O Caique cometeu um ato que, realmente, ele percebeu que errou. Na verdade, ele tinha um protocolo a seguir e acabou saindo do protocolo, que era estar em casa e em repouso. Não foi verdade o que saiu na matéria, que ele foi jogar. Pelo contrário, ele foi assistir, mas, mesmo assim, ele estava liberado do nosso dia aqui de trabalho para poder estar em casa, dentro do protocolo de uma possível virose. Então, foi isso, foi resolvido. O atleta tomou a punição que precisava tomar, ele entendeu, aceitou, ele está trabalhando. Eu acho que o Criciúma está muito bem servido de goleiro. Quem for entrar em campo – ainda não está decidido, mas, quem for entrar em campo na sexta-feira, a preocupação da comissão técnica, tecnicamente falando, é zero”, afirmou Zé Ricardo.
Zé Ricardo também foi questionado sobre uma possível formação com três atacantes. O treinador comentou que o tempo sem jogos foi importante para testar variações. No jogo-treino, contra o Juventude, Diego Gonçalves, Talisson e Neto Pessoa iniciaram como titulares no ataque. “A gente realmente vem trabalhando de uma forma diferente em alguns momentos. Às vezes, não encaixa melhor com o adversário da maneira como a gente tem os jogadores disponíveis naquela semana, em virtude de contusão, de lesão. Então, acho importante a gente ter uma variação. Nós estamos trabalhando essas variações e vamos escolher aquela que a gente acha que encaixa melhor para a estreia contra o Operário”, afirmou.
Ao mencionar a perda de jogadores por contusão ou lesão durante a intertemporada, o treinador se referia a Juninho, que extraiu um siso nesse período sem jogos, ficou fora do jogo-treino contra o Juventude e retornou aos trabalhos com o grupo apenas no início desta semana.
Lateral-direita
Sobre a dúvida na lateral-direita, Jonathan e Leo Alaba não têm condições de jogar 90 minutos. Jonathan, com dores musculares, nem treinou nesta quarta-feira, 2, e com isso, Zé Ricardo pode improvisar Benevenuto ou Hudson na posição. “O Jonathan e o Alaba tiveram um probleminha físico, algo natural, e estão retornando. Vamos ver por quanto tempo eles poderão atuar em alto nível. A gente já trabalhou com o Marcelo, que, inclusive, já tinha trabalhado comigo assim no Botafogo há muito tempo. O próprio Hudson, que chegou agora, jogou bastante tempo na Patrocinense como lateral-direito, é um jogador que a gente também observa ali”, disse.
Segundo o treinador, Léo Alaba vem fazendo bons treinos na lateral direita. “Inclusive entrou contra o Caxias e contra o Juventude um pouquinho nessa posição. Então, a gente tem opções, acho que estamos bem servidos ali. Não é uma posição que me preocupa para a estreia e para a sequência da competição, até porque teremos a disponibilidade desses jogadores ao longo da temporada”, esclareceu.
Apesar disso, o preparador físico Juvenilson Souza ainda realiza alguns trabalhos em separado com o jogador, que não teria condições ainda de jogar 90 minutos.
De Marco Antonio Medeiros








































