Com mais de 34 anos de congregação, a irmã Luci Pazinato está atuando na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga, há mais de cinco meses. A religiosa é natural da cidade de Quilombo, do Oeste catarinense. Crescida em uma família de 10 irmãos, a fé sempre esteve presente na vida de Luci. Os pais de Luci, na juventude, tiveram um período de discernimento. A mãe foi aspirante por um tempo, mas saiu da congregação para cuidar do pai, avô de Luci, que sofreu um derrame, já que era a única filha mulher. O pai da religiosa também foi seminarista por alguns anos, mas saiu. “A minha irmã mais velha foi aspirante também, voltou para casa, e um irmão foi seminarista também por uns anos e retornou. Os dois hoje são casados”, contou Luci.

A religiosa começou o acompanhamento vocacional com 16 anos, em Curitiba. Mas antes disso, já pensava em seguir o caminho religioso. Quando criança, a tia de Luci, que também era religiosa, além de outras irmãs que atuavam na paróquia onde a família participava, chamava a atenção de Luci. “Eu queria ser como elas, mas não falava nada para ninguém. Eu só falei quando eu tinha 13 anos que eu queria ser religiosa e eu falei para uma das minhas irmãs. Só que ela não falou para a família, ela falou para o namorado, hoje meu cunhado, que tinha uma irmã dele que já estava na congregação, já praticamente para ser postulante. E daí, através do meu cunhado e da irmã dele,  eu comecei a fazer contato com a congregação”, relembrou.

Além do ensino fundamental e médio na congregação, Luci também se formou na área contável. Sua experiência religiosa envolve passagens por São Paulo, Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, na cidade de Dourados, onde estava antes de se mudar para Urussanga. Luci falou que atuava em um bairro da cidade que estava crescendo muito, mas que não havia um atendimento espiritual. Lá, as irmãs atuaram para preparar a região para receber uma paróquia, que foi fundada em março deste ano. O programa Ponto de Encontro falou mais sobre a vida religiosa da irmã Luci em entrevista. Confira mais:

 

Formada no curso superior de Ciências Contábeis, além de ter especialização na área, irmã Luci atuou na parte financeira de algumas instituições, como em escolas, por exemplo. “Depois, eu resolvi me lançar para pastoral mesmo, até eu estando cansada também, porque o financeiro em si é exigente, embora é uma coisa que eu gosto, se eu tiver que voltar para o financeiro eu volto de bom gosto. Mas aí eu pedi para fazer uma experiência diferente na pastoral”, disse. “Esse tempo específico nas escolas era algo meio padrão. Era transferida de uma escola para outra, mas o trabalho praticamente era o mesmo. Quando eu pedi para fazer uma experiência diferente na pastoral, eu fui de Curitiba para Joinville, colaborei dois anos no Santuário do Coração de Jesus e, nesse tempo, de vez em quando, eu ia para a rádio fazer programa de rádio”, contou ainda.

Agora atuando em Urussanga, irmã Luci faz um chamado para novas vocações religiosas. “É uma renúncia, mas também é uma escolha, é uma opção de vida”, afirmou. “Nós podemos comparar a opção de vida para uma vida consagrada, o sacerdócio, assim como a opção de vida de um casal. O casal namora, às vezes o primeiro namoro não dá certo, tem um segundo namoro, e faz a opção pelo matrimônio, que não deixa de ser vocação também. E, a partir dessa opção, ele sabe o que ele é permitido ou não. Assim, nós, como consagrados, religiosos, sacerdotes, fazemos uma opção de vida. E, a partir dessa opção de vida, eu posso buscar aquilo que convém com a minha opção de vida”, refletiu.

Confira a entrevista também em vídeo: